Imaíra, do http://depoisdoentardecer.blogspot.com passou para mim um questionário e umas indicações. Eis aqui, então:
Uma hora: Pôr-do-sol
Um astro: Sarah Shahi
Um móvel: Cama
Um líquido: Coca- Cola [ok, é vício.]
Uma pedra preciosa: Rubi
Uma árvore: Ipê roxo
Uma flor: Rosas vermelhas.
Uma cor: Depende do momento
Um animal: Tigre albino
Uma música: Taaaaantas, mas fico com Anywhere - Evanescence
Um livro: O Caçador de Pipas
Um lugar: Gramado - RS
Um verbo: Amar
Uma expressão: Seriamente não sei..
Um mês: Julho/Setembro
Um número: 5
Um instrumento musical: Violão.
Estação do ano: Inverno.
Um filme: The Lake House e Lost and Delirious
Os selos:
Os selos:
1. Basta indicar 5 blogs que você realmente ache interessantes, mesmo que eles já tenham sido escolhidos por outros blogueiros. 2. O objetivo é unir blogs que se comunicam e formam uma grande rede na blogosfera com textos interessantes com a intenção de compartilhar, criar e interagir com todos os blogueiros de plantão
"Todos temos blogs pelo fato de gostarmos de escrever. Por prazer, profissionalismo, ou qualquer motivo pessoal. E a maioria gosta de escrever para liberar algum sentimento profundo, seja ele bom ou ruim. Escreve para se encontrar, para analisar a situação depois de algum tempo, ou naquela mesma hora, e também por essa paixão de por tudo no papel. E estou chamando esses blogueiros de Escritores da própria liberdade. Escritores sim, mesmo que amadores, que escrevem suas emoções, que não guardam tudo para si. Que compartilham tudo com pessoas muitas vezes estranhas (entre as conhecidas)... Escritores que admiro muito, por vários motivos, que se destacam de um jeito único, para cada uma das pessoas que os conhecem. Blogueiros que publicam a sua liberdade de expressão."
E ainda, o selo " Eçe eu agarantiu."
Vou repassar o questionário e os selos a 5 outros amigos, ressaltando que alguns já foram indicados por outras pessoas, mas realmente merecem.
Camila Cutrim - http://letrasesilencio.blogspot.com
Felipe Silva - http://undsvrd.blogspot.com/
Raissa Santana - http://mulher-espuma.blogspot.com/
Verner Bezerra - http://vernerbezerra.blogspot.com/
[Hum, não sei seu nome ^^] http://disopia.blogspot.com/
Indicações
Toscamente talhado por Mai Amorim às 21:35 1 outras dissonâncias
Mais uma dose, por favor.

Entrou no bar já um pouco trôpego, ainda sentindo os efeitos da bebedeira do dia anterior. Sentou-se no balcão, limpou o suor do rosto e sorriu nervosamente quando o barman se aproximou.
Tinha saído de casa na noite anterior decidido a encher a cara. Tinha pedido a maior e mais forte garrafa de rancor . "Uma maior do que a de solidão, que venho tomando há algumas noites, lembra?",tinha dito ao barman. Ainda trazia nas veias e na boca o gosto ácido e para se ver livre dele, precisava outra bebida.Contemplou a diversidade de garrafas e seus líquidos coloridos e pediu a mais forte.
O barman sugeriu uma garrafa de amor.
"Qual é ela?É essa rosa?"
"Não tenho como lhe dizer.A cor do amor se dá pelos olhos de quem vê.E só você é que pode identificar qual é a garrafa certa.Mas acho que essa rosa aí é a garrafa de satisfação."
"Ah, satisfação não... é muito vago.Mas, se você não sabe quais são as de amor, como vou poder pedir?"
"Você saberá qual é."
O homem olhou para as garrafas.Ela estava ali. Entre uma garrafa azul royal de indiferença e outra verde esmeralda de esperança desiludida, descansava uma garrafa com a cor mais linda que ele já tinha visto.Sorriu.
"Ah, vejo que você encontrou sua garrafa.Vejo pelo brilho dos olhos e pelo sorriso bobo.Todos ficam assim, é impressionante!"
"Sim... pode pegá-la pra mim?É aquela ali, a segunda da prateleira "
O barman entregou ao homem a garrafa.Ele a olhou num estado que beirava o torpor alucinógeno das drogas.Num estalo, lembrou de onde tinha visto aquela mesma cor e tremulamente, destampou o vidro.Um perfume mais que conhecido se espalhou dentro dele, numa mistura de saudade e a mais plena felicidade. Fechou a garrafa.
"Vai querer um copo?"
"Não... acho que não estou pronto ainda...é, não estou pronto.Entraria em coma, creio...mas até que isso não soa tão ruim.Mas, mesmo assim, acho que não mereço. Tem algo um pouco mais fraco?"
Ele acariciou a garrafa numa despedida doída e olhou para o líquido vermelho que lhe era oferecido.
"Paixão."
Dispensando o copo, tomou o vidro nas mãos e bebeu como se aquilo fosse o próprio elixir da vida.Era quente, vibrante, parecia pintar tudo de um vermelho vivo.Era realmente mais forte que o rancor,levemente doce e se espalhava misturando êxtase e dor. Sentiu que se afogava naquele oceano rubro mas não parou de beber até sentir a garrafa leve como suas pernas há muito já estavam.
Já na rua, saltando sobre poças e cantarolando baixo pegou uma foto polaroid da carteira e fitou os olhos mais lindos do mundo. Os olhos que deram cor àquela garrafa, a segunda da prateleira.Iria ter a melhor ressaca da vida.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Toscamente talhado por Mai Amorim às 10:57 8 outras dissonâncias
Companhia, música e discórdia
Bem... Tinham me dito que não era pra postar esse conto porque ele tinha ficado realmente ruim. Que ficou ruim, é bem verdade. Mas o instinto dissonante aqui falou mais alto. Eis o dito cujo, que surgiu do nada, entre duas aulas chatas .^^
- Duas taças de vinho, por favor.
- Só uma. Eu quero um Martini.
- Mas onde já se viu jantar romântico com Martini?
- Quem foi que disse que jantares românticos devem ser regados a vinho? Eu quero um Martini. E quem disse que isso é um jantar romântico?
- Tá certo! Uma taça de vinho e um Martini.
- Ele já ouviu, não é surdo.
[O garçom olha para os dois e pergunta pela comida, impaciente. "Céus... por quê raios eu vim atender essa mesa? " ]
- Nós vamos ficar com a sugestão da casa e...
- Eu quero filé com fritas.
- FILÉ COM FRITAS? TÁ LOUCA?
- Não grita... que coisa!O que tem demais com meu filé com fritas?Eu gosto, você não sabia?E eu estou com vontade de filé com fritas. E não de "Filé de peixe ao molho de crustáceo com toque especial da casa", a tal sugestão aí que você quer.
- Sim, eu sabia que você gostava... bom,na verdade não. Mas isso não importa!Será que podemos entrar em consenso?
-Eu não sabia que aderir ao que você determina é sinônimo de consenso.
- Mas a gente sempre decidia tudo juntos e você nunca reclamou. Por que isso agora?
- Correção: você decidia.
[Pigarro do garçom, os dois param a discussão]
- Sugestão da casa pra mim e filé com fritas ao ponto pra ela.
- Mal-passado. O filé é mal-passado. E posso saber o por quê desse teu tom?
- Nada, absolutamente nada.Pode me explicar o que foi isso?
- Isso o quê?
-ISSO!
- Continuo na mesma.
- Que história é essa de ficar discordando de mim? É pra me provocar é? É pra fazer ceninha, teatro?
- Discordando?Provocar?Ceninha? TEATRO?Não vi nada disso aqui.Você está fazendo drama.
-Não sabia que você gostava de Martini.
- Agora já sabe.Anota, pra não esquecer.
- Dá pra parar de agir assim?
[ Ela o ignora, pega um espelho e retoca o batom]
- Esse negócio de "ser eu mesma" realmente faz efeito! Me sinto tão bem!
- AHHHHH! Eu sabia! Sabia que tinha o dedo da tua irmã no meio disso! ela que te falou isso né?
- Não viaja! Minha irmã não tem nada a ver com isso.
- Quem é você e o que fez com a minha mulher?
- Deixe de histerismo, homem! Sou eu, tua mulher. Na verdade, a mulher que você nunca quis enxergar, que você nunca deixou sequer respirar.Eu, eu mesma, bem aqui.
[Silêncio sepulcral]
- Você sempre teve esse sinal aí?
- Claro, né? Você acha o quê? Que eu botava pra dormir?
- Ei...
- Oi.
- Acho que descobri que te amo.
- Haha! Não adianta, a conta eu não pago!
- Não... é sério. Acho que te amo...
-Ihhh.... olha, benhê.. Acho que com essa história toda... descobri que não te amo. "Eu mesma" não te ama.
-Mas...
- Olha, tenho que ir. Tá na hora da novela. A gente se vê em casa, tá amor?Ah, outra coisa: não gosto desse seu corte de cabelo, nem desse restaurante. Até mais tarde!
-Mas...
- Tchau, amor!
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Toscamente talhado por Mai Amorim às 19:02 14 outras dissonâncias
Marcadores: Dissonâncias
Anseios
"Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar"
Sonhos...
Para mim, os sonhos são como vultos.
Quando olho diretamente, eles somem... vão se dissipando aos poucos. E deixam apenas a sensação de que estavam ali.
Daí, quando viro e continuo a seguir o rumo sem nexo da trilha definida, quando recomeço a levar "a carroça de tudo pela estrada de nada" [Álvaro de Campos] eu os sinto. A presença sutil dos pensamentos desconexos, a confusão usual de uma mente que sonha demais, viaja demais e sente por demais.
Então, quando perco a vista no horizonte, no mar, no banco do carro, na janela do ônibus, no teto do meu quarto, no meu travesseiro, no vento, ou nos olhos de um outro alguém, eu consigo, enfim, ver meus sonhos.Assim, quando nem queria vê-los.
E sim, eu tenho um sonho azul da cor do mar.
Mas o que eu mais tenho, são sonhos de todas as cores
Indefinidos, como os sonhos, por excelência, são.
Mas acontece que te quero aqui}
sábado, 18 de agosto de 2007
Toscamente talhado por Mai Amorim às 18:40 5 outras dissonâncias
Marcadores: Sonhos
Dispersões ...
Ahh....
os corredores da minha alma:
difusos,
incertos
por certo, inseguros
que guardam desejos , vontades, anseios
proibidos, ardentes, latejantes....
verdadeiros,fortes , reais,
insuportavelmente reais
incansáveis, dolorosos, extasiantes
insuportavelmente extasiantes
ahhh
minha alma ...
Ou simplesmente o que habita dentro desse corpo docemente torturado
Ou simplesmente esse borrão disufo, revolto, perturbado,entorpecido
Ou ainda, Maiara Amorim
Nos últimos dias tenho me sentido (como nos canta Pink Floyd) confortavelmente entorpecida.
Aquele torpor quente, doce, envolvente. Típico de crianças quando ganham aquele doce que estava lá atrás no balcão; aquele que lhes custou as últimas moedinhas do cofrinho (cofrinho este que, não raro, é uma latinha de refri.Bom, o meu era) ; aquele, que dissolve na boca e transforma os segundos em uma eternidade açucarada, única.Aquele doce... simplesmente, aquele.
Talvez seja presunçoso demais comparar o que venho sentindo com uma coisa tão magnificamente pura e simples. Talvez seja mais real comparar-me a alguém que caminha sobre um lago congelado.Alguém incerto a respeito de onde e como dar o próximo passo. Contraditório, não?
Mas talvez... ah, sim... talvez eu seja alguém que caminha sobre um lago congelado enquanto come um doce. Aquele doce.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Toscamente talhado por Mai Amorim às 18:58 4 outras dissonâncias
Marcadores: Dispersão, Divagações, Doce
....
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." Clarice Lispector
Para iniciar esse espaço aqui,nada melhor do que algo simples, marcante, objetivamente subjetivo,misterioso....algo Clarice Lispector.
Por vezes parei no intuito de criar um blog, mas isso sempre parava na vontade, na idéia...não diferente da maioria das coisas que passam pelos corredores infindos da minha mente. Hoje, entretanto, a vontade ficou me batendo aqui dentro.Aquele desejo pulsante,ardente,desconcertante, que rompe com a janela do olhar,com a barreira do silêncio, com as grades dos pensamentos apenas idealizados...
E cá estou eu, a escrever nada de útil, mas também nada de descartável... a escrever.. a viver.
Sempre fui de pensar muito e expressar pouco... de sentir muito e deixar transparecer pouco. Aqui não será diferente, creio eu...As palavras me escapam... às vezes tenho problemas com elas! Mas um dia, sempre as encontro: debaixo da cama, do lençol, atrás de um livro, dentro das minhas gavetas, no céu, na rua, nos olhares, nos silêncios, nos sorrisos... no fundo da minha alma.
domingo, 12 de agosto de 2007
Toscamente talhado por Mai Amorim às 15:53 7 outras dissonâncias