CMTN - Descansar

{O Ministério da Saúde Adverte: Post extremamente pessoal. Vc pode achar uma grande perda de tempo e talvez nem entenda. Recado dado. ;D }

Para ouvir (e sentir,vibrar, sonhar, viver) compulsivamente.


Eu já tinha ouvido uma vez essa música. Mas então, uma noite, ela tomou um sentido...

Viciei.

Então fui e contaminei Camila. Depois, Yuri.

Peguei o MP4 de Gill e resolvi fazer estrago com os sentidos dela também. Lá no meio da pasta, depois de Candlebox, as letrinhas pretas acusam : Canto dos Malditos na Terra do Nunca - Descansar.


Hoje foi a vez de (simplesmente) Sibby. Espero que vicie também.

Dia intenso, calor, tensão, risos, alegria...

Casa, carro, escola, Gill, Sibby, Lalai, Railson, Felipe, escola, nota baixa, carro, casa de novo, tarde quente...

Minha razão foi mordida. Meu juízo, desvirtuado. Minha vontade, despida. Meu bom senso, molhado {ensopado}.


Dia intenso...


Para ouvir, compulsivamente...






quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Vazio.

Parece que tudo sumiu. Implodiu.É, implodiu... porque desmoronou e ficou aqui dentro.Ruiu, quebrou,dissolveu... pra dentro.Antes tivesse explodido.Assim, estrondosamente, pra fora.Talvez assim, não ficasse nenhum resquício, nenhum tijolo quebrado,nenhum pedaço de armação... a mesma armação que antes segurava toda a estrutura. Antes tivesse explodido... com direto a nuvens de fumaça e, quem sabe, até a um cogumelo atômico.Assim, todo mundo veria... e eu poderia ficar em silêncio.Assim, eu poderia gritar, pois o som da explosão abafaria, e ninguém ia escutar -eu permaneceria em silêncio, mas gritaria.

Mas não explodiu.

Implodiu. E o som foi seco,quase de sucção. E tudo, absolutamente tudo, se espalhou dentro de mim.A nuvem de fumaça que não saiu, agora chove estilhaços torrenciais.A explosão que não se ouviu, agora ressoa aqui dentro e eu não posso mais gritar, pois me ouviriam.Agora, não há silêncio e sim um grito interno (absurdo, doído, enlouquecedor). O possível cogumelo atômico mostrou-se um verdadeiro baobá - aquelas árvores enormes, que se enraízam, que tomam de conta... [que acabariam o planeta do Pequeno Príncipe] .


{Afastei pros lados o entulho e olhei. Lá no fundo uma coisa pulsava lentamente. Parecia ferido, assustado...Consegui apoiar minha perna por cima de um monte de fragmentos coloridos e entrei mais fundo (depois reparei que não era um monte de fragmentos. Era um monte de sonhos. Mas daí lembrei que isso não fazia mais diferença. Eram pedaços de sonhos rasgados, ou seja, eram fragmentos.Segui adiante). Ah, lá estava ele. Agora podia tocá-lo. "Ohhh... você resistiu! Nãoprecisa mais temer, porque agora estou aqui.Lá fora não é mais seguro.Talvez nunca tenha sido."
E me deitei, encolhida entre todos os escombros, com meu coração nas mãos}




~ E a única evidência externa, se resume em lágrimas. ~

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Anseios







"Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar"


Sonhos...
Para mim, os sonhos são como vultos.
Quando olho diretamente, eles somem... vão se dissipando aos poucos. E deixam apenas a sensação de que estavam ali.
Daí, quando viro e continuo a seguir o rumo sem nexo da trilha definida, quando recomeço a levar "a carroça de tudo pela estrada de nada" [Álvaro de Campos] eu os sinto. A presença sutil dos pensamentos desconexos, a confusão usual de uma mente que sonha demais, viaja demais e sente por demais.

Então, quando perco a vista no horizonte, no mar, no banco do carro, na janela do ônibus, no teto do meu quarto, no meu travesseiro, no vento, ou nos olhos de um outro alguém, eu consigo, enfim, ver meus sonhos.Assim, quando nem queria vê-los.
E sim, eu tenho um sonho azul da cor do mar.
Mas o que eu mais tenho, são sonhos de todas as cores
Indefinidos, como os sonhos, por excelência, são.


{Meu sonho azul, sei que estás aí
Mas acontece que te quero aqui}








sábado, 18 de agosto de 2007

Dispersões ...

Ahh....
os corredores da minha alma:
difusos,
incertos
por certo, inseguros
que guardam desejos , vontades, anseios
proibidos, ardentes, latejantes....
verdadeiros,fortes , reais,
insuportavelmente reais
incansáveis, dolorosos, extasiantes
insuportavelmente extasiantes

ahhh
minha alma ...
Ou simplesmente o que habita dentro desse corpo docemente torturado
Ou simplesmente esse borrão disufo, revolto, perturbado,entorpecido


Ou ainda, Maiara Amorim



Nos últimos dias tenho me sentido (como nos canta Pink Floyd) confortavelmente entorpecida.
Aquele torpor quente, doce, envolvente. Típico de crianças quando ganham aquele doce que estava lá atrás no balcão; aquele que lhes custou as últimas moedinhas do cofrinho (cofrinho este que, não raro, é uma latinha de refri.Bom, o meu era) ; aquele, que dissolve na boca e transforma os segundos em uma eternidade açucarada, única.Aquele doce... simplesmente, aquele.

Talvez seja presunçoso demais comparar o que venho sentindo com uma coisa tão magnificamente pura e simples. Talvez seja mais real comparar-me a alguém que caminha sobre um lago congelado.Alguém incerto a respeito de onde e como dar o próximo passo. Contraditório, não?

Mas talvez... ah, sim... talvez eu seja alguém que caminha sobre um lago congelado enquanto come um doce. Aquele doce.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

....




"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." Clarice Lispector


Para iniciar esse espaço aqui,nada melhor do que algo simples, marcante, objetivamente subjetivo,misterioso....algo Clarice Lispector.

Por vezes parei no intuito de criar um blog, mas isso sempre parava na vontade, na idéia...não diferente da maioria das coisas que passam pelos corredores infindos da minha mente. Hoje, entretanto, a vontade ficou me batendo aqui dentro.Aquele desejo pulsante,ardente,desconcertante, que rompe com a janela do olhar,com a barreira do silêncio, com as grades dos pensamentos apenas idealizados...

E cá estou eu, a escrever nada de útil, mas também nada de descartável... a escrever.. a viver.
Sempre fui de pensar muito e expressar pouco... de sentir muito e deixar transparecer pouco. Aqui não será diferente, creio eu...As palavras me escapam... às vezes tenho problemas com elas! Mas um dia, sempre as encontro: debaixo da cama, do lençol, atrás de um livro, dentro das minhas gavetas, no céu, na rua, nos olhares, nos silêncios, nos sorrisos... no fundo da minha alma.



domingo, 12 de agosto de 2007

 
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