Baby, can you feel my halo?

Negar que se tem esperança é um modo de sobrevivência.

É um jeito de nos preservarmos da quase sempre certa e dolorosa decepção pós-expectativa, de fingir que não nos importamos ou ainda que substituímos certos sentimentos.
Negar exaustiva e silenciosamente que se tem esperança, faz disso uma quase verdade. Quase chegamos a acreditar que realmente não nos apegamos aos fiapos de possibilidades esperançosas que surgem nas quinas cheias de farpas da vida.E isso é, de fato, um modo de se sobreviver a tudo.

Entretanto, quando a porta do possível se abre e sentimos que temos novamente um chão para arriscar, essa "reserva" de esperança se mostra algo fundamental na reconstrução da confiança.
Sete meses, muitos desencontros, muitos "adeus,até nunca mais", muita dor, muita negação. A mentira repetida milhões de vezes se mascarou de verdade e eu cheguei a agir sem pretensão, sem segundas intenções, sem projeções, sem pensar na possibilidade do futuro existir.Acho que só consegui passar pelo campo minado com todos os meus membros intactos devido a isso.

E então, num dia 2 de junho, a porta foi escancarada.
Ainda trago a esperança contida, cautelosa. É preciso ir com mais calma dessa vez,sem pular etapas. Mas já é tudo tão nosso, tão encaixado, tão euvocê e não eu_______você, tudo tão... que fica difícil represar.
But honey, where I am.

I'll be chasing you the rest of my life.Len, welcome to the roller coaster ride.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

 
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