Caminhando, vou...
Deixo as mágoas com o meu passado
Vou...
As recordações e as luxúrias que um dia vibraram
As ressurreições, os fantamas que perpetuaram
Deixo as mágoas com o meu passado
Vou...
As recordações e as luxúrias que um dia vibraram
As ressurreições, os fantamas que perpetuaram
Vodka queimando a garganta e deixando o olhar embaçado,pontas de cigarro misturadas à saliva, lágrimas e sangue,formando um tapede fétido e úmido.
Mastigando vou...
Engulo a seco a minha história
Soul...
E o olhar tão meu, o olhar cedeu ao acaso
De que é feita a vida? De sol ou do céu tão cerrado?
Engulo a seco a minha história
Soul...
E o olhar tão meu, o olhar cedeu ao acaso
De que é feita a vida? De sol ou do céu tão cerrado?
Cartas rasgadas, canivete afiado, perfume jogado longe pra ver se o cheiro perturbante saía da mente, ondas quebrando nas pedras respingando no rosto.
Pretendo deixar que a vida me guie
Respirar mais ares de luz
Que importa seu pesar
Tentei explicar mas você renegou minha vida.
Respirar mais ares de luz
Que importa seu pesar
Tentei explicar mas você renegou minha vida.
Mãos feridas, pacto de sangue feito no chão frio de um banheiro, beijos quentes,sexo voraz, despedida inesperada,requiem alucinante de uma vida quebrada em mil pedaços cortantes, sinfonia densa de mil pedaços cortantes voltando à forma de uma nova vida.
[...]
Acordou com a garganta seca, respiração acelerada. Olhou pro lado e viu aquelas costas largas onde o edredon repousava, chegou mais perto, respirou naquela pele e teve certeza de que tudo estava bem. Afundou o rosto naqueles tais cabelos escuros, sorriu e voltou a dormir.
[...]
Amar o que não faz sentido
E ter que viver num mundo
Sem ter a incerteza do mal
E poder pensar em você.
E ter que viver num mundo
Sem ter a incerteza do mal
E poder pensar em você.
Praia deserta, sol poente, roupa branca esvoaçando, vento no litoral. Avistou uma silhueta ao longe,a reconheceu e sorriu, correndo em sua direção.
Poucas vezes eu lembrei
Dos meus erros banais
Preferi buscar em bocas sãs
Um sabor que não vi nunca mais.
Dos meus erros banais
Preferi buscar em bocas sãs
Um sabor que não vi nunca mais.
Tropeçou em algma coisa afundada na areia e machucou os joelhos. Ergueu a cabeça e o rosto da sombra tornou-se parcialmente visível. Viu a boca se mexer mas o som não chegou até ela. Levantou com as pernas arqueadas pela dor, caminhou lentamente em direção à sombra que voltou a se esconder na penumbra.
Vento, confusão mental, ecos distantes. Enfim, aquilo que a sombra gritou alcançou o destinatário, reverberando forte:
This night will hurt you like never before
Old loves they die hard
Old lies they die harder.
Old loves they die hard
Old lies they die harder.
Mãos tampando os ouvidos, choro atravessado na garganta, pés que ganharam vontade própria, um vez que a mente já sucumbira à alucinação e desordem, corrida louca pra longe da sombra.
[...]
Gritou antes de abrir os olhos. Sentiu o choro vir e no mesmo instante um abraço instintivo e sincero, protetor e assustado. Beijou aqueles lábios trêmulos de susto e preocupação, sentiu o amor queimar o peito, sorriu e então dormiu em paz.
[ Andarilho - Elipê , A valsa do Homem Torto - Elipê, I Wish I Had An Angel - Nightwish ]