Se era pra ser assim, por que cuidou bem de mim?

Estava eu a navegar na net. Um mal estar discreto se arrastava em algum canto aqui dentro e eu tentava descobrir onde. Foi quando entrei no blog de Eduardo e li um post magnífico sobre o tempo. Eis aqui o trecho que me impulsionou a fazer esse post:

Vamos aos fatos.
Estive pensando muito, até mesmo mais do que eu supunha ser capaz, e cheguei à temível conclusão que eu não gosto do tempo. Ele nunca passou minhas dores, nem me fez esquecer meus amores e só me serve para entender que tenho cada vez menos dele para aproveitar.
Tanta coisa acontece ao mesmo tempo que acho que o tempo, como diz Fernando Pessoa, "não marcará, quem sabe, nenhum" sequer.
Não faço idéia de que conclusão tomar deste ensaio, pois já se passou tanto tempo desde que o comecei que só consigo perceber que o tempo nos faz esquecer das coisas.

Pensei muito depois que li isso [três vivas à Eduardo Mota ^^]. Pensei em como eu confiei no tempo para realizar uma série de coisas. E de como o tempo se mostrou utópico.Sim, utópico, essa é a palavra.Lembro de ter dito a mim [e a ela] "2 anos vão passar rápido".
Agora, eu vejo como o tempo [ou uma outra coisa que me recuso a escrever porque isso ia me doer muito] transformou o nós em eu, você [ sem o "e" no meio] minha vida, sua vida. O tempo nunca foi meu amigo mesmo, sempre fez questão de deixar isso bem claro. De qualquer forma parece que está ficando dormente. Só aquele formigamento, que de vez em quando, quando alguém toca, dói um pouco.
As coisas andam se consolidando aos poucos. E pudera o tempo ser meu amigo dessa vez e fazer com que tudo ganhasse sua cor de uma vez. Esse conta-gotas me mata. E cada gota que cai, é uma porrada no que já estava sarando. Acho que já enchi uma piscina olímpica, mas eu sei que ainda há um oceano por vir [ ou, quem sabe,um Mar Morto]. Tenho que parar de fazer algumas coisas que não me levam a nada. Parar de ler e ver outras coisas e simplesmente esquecer. Pedir pro tempo se arrastar, porque quem sabe assim, ele voe.
2 anos... 2 anos... onde foram parar nossos 2 anos? Fortaleza já não existe mais, nem fogos de artifício, nem Camboriú, nem Gramado... nem NADA.
Escrever sobre isso me dói. Mas não escrever me corrói [ e isso dói mais].


~ Uma coisa bem Alice e Dana, na 3ª temp de TLW, como bem observou a Jeh. Eu sou a Alice, claro. ~


~ Mas no final das contas, lembrei, a Dana morre [ O.o ]. Então as semelhanças param antes disso, eu não iria suportar... ~


Eu queria postar essa música, mas não achei no youtube. Se alguém se interessar, baixe, vale a pena.

Canção Para um Grande Amor - Isabella Taviani

Mas agora vai
Deixa o vento te seduzir
Deixa o novo sonho te invadir
E não volte nunca mais aqui pra me esperar
Mas agora vai
Lança teu destino em outro mar
Não recues nunca pra ancorar
Nunca pra duvidar
Deixa o sol queimar a tua pele
Deixa o céu forrar a tua cama deixa amanhecer
Tua chama, teus desejos
Mas agora vai
Porque há vida em outra dimensão
Porque há paz no outro coração
Por que com a gente não!
Por que com a gente não?
Mas agora vai

Buscar os novos horizontes
Pousar no colo de outros ombros
Saciar a sede do teu corpo louco
Vai pra sempre vai
ser feliz é uma estrada sem fim
Tens a força que eu nunca atingi
Tens a dor mas ainda sei que tens a mim

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O sorriso no correr da minha vida


Estávamos conversando sobre algo que não lembro ao certo o que era. Então você desatou a escrever. Eu falava e você escrevia. Toquei-lhe o rosto de leve e você esboçou um sorriso. Puxou o papel para si e eu perguntei "mas o que tanto você escreve?". Me deste a folha.

Tu és tão importante na minha vida. Única;especial. Eterna.
Mai -> extremo fascínio.
Eterno sorriso - Eterna Hassan.

Li e dei um daqueles sorrisos que só você sabe pôr em mim.Destaquei a parte onde você escreveu e ia guardar, mas você pediu para ler de novo. E disse: "Ah, minha letra tá tão feia!Você não vai guardar isso, vai?" [ou algo do gênero ^^ ]
Peguei de volta o papel, te olhando nos olhos: "Eu sou toda reversa. Gosto das coisas mais inusitadas, simples. Essas coisas assim, que vêm 'do nada', sempre me tocam mais do que as que me parecem premeditadas.Sim, sou louca!"
Então, você disse: "Ah, por isso que você é minha amiga!"

Momentos inusitados como esse sempre me surpreendem e tomam um significado enorme.Em meio a uma atividade relativamente comum, uma coisa "simples" como uma demonstração de carinho/amizade/amor tem um poder tão arrebatador que me faz sentir "ter ganho o dia".

Para completar, você me enviou um monte de mensagens [adoro mensagens de cel, confesso]. Mas uma, em especial, foi simplesmete SUBLIME. Eu ia transcrevê-la aqui, mas resolvi não fazer isso. Ela é minha, só minha... especial, única... minha!

Pensei nas ligações altas horas da noite. Pensei no conforto que isso me traz. Pensei na lua.Pensei naquele filme chato [ chato só porque a gente não entendeu ;D ] e no desenrolar daquele dia. Pensei também nos Simpsons, O Código, V de Vingança, O Primo Basílio, Procurando Nemo, A Casa de Cera... Na sacola plástica, na Perdigão, no Veneto, na Metarmofose Ambulante, nas performances [e incompetências] na festa de Chris,no batom [ ¬¬' ] , no vôlei, na cena do Silmar,no futebol com bola de frescobol, no arranhão na praia, na ida pra escola ouvindo música e nas inúmeras coisas que SÓ acontecem com você!

É ótimo quando você tem um amigo.
Mas é bem melhor quando você SENTE que tem um.
Quando isso acontece, você ganha o dia.


Minha sublime Hassan Gil, te amo!










domingo, 23 de setembro de 2007

TIC

Enquanto uma aula "muito" interessante de Rodrigo rolava, eu escrevi o texto a seguir. O começo foi bem geral mesmo,o meio um tanto quanto direcionado e o fim foi verdadeiro devaneio meu. - sabe aquelas coisas que vêm na sua cabeça e você TEM que escrevê-las?Pois é - De qualquer forma, eis o dito cujo

TIC:
Tensão Interna Construtiva.
O que move sua tensão? O que te impulsiona, o que te arrasta? Aí, nesse mundo, nesse vale, nessa trilha, nesse beco, nessa esquina, nessa morada, que coisas indefinidas e infindas sacodem "o quadro de imagens sucessivas a que chamamos mundo"? {Álvaros de Campos}
Ah, talvez seja a libido. O impulso vital, o desejo, o amor, ou simplesmente a LUXÚRIA [assim, em letras garrafais]. Tensão superacumulada, o beijo não dado, as mãos quentes, a língua invasiva, os olhos que se fecham, os gemidos proibidos, o gozo supremo e o silêncio abissal de tudo isso.
Até que ponto sua tensão te constrói? Até que ponto teu sorriso sarcástico te enche de prazer?E até que ponto ele te mascara e destrói [se destrói]? Será você fruto desse furor, desse doce mal estar rastejante, desse TORPOR? Ou será você fruto do resultado disso tudo? Enxergas a diferença?
Tensão Interna Construtiva . A força. A paixão. O perigo. A coragem dela mudará o mundo.


Daí você pegou e leu. Sorriu do final sem nexo [sim, sorriu!] e me escreveu;

{Não tá tosco}
E peraí, tô tentando me recuperar.
Porque isso não é extamente bom.
Mas...

Essas tuas reticências me matam...


~ Hoje, quando estava andando para casa, olhei um papel no chão. De alguma forma, isso ficou registrado no meu subconsciente.Segui o caminho cantando "I'm not, not sure. Not too sure how it feels to handle every day" e chutando uma pedra. Mais tarde, quando ia para um outro lugar, olhei o mesmo papel no EXATO lugar onde ele estava, horas antes. Fiquei pensando sobre isso. O vento, os milhares de pares de pés que passaram por ali, os cachorros, os gatos... Nada tirou ele do lugar. E era um papel [desses um pouquinho mais duros]. Fiquei pensando que algumas pessoas são assim. Se pregam num lugar, numa pessoa, num cheiro, numa música, num erro, num acerto e nada, absolutamente nada consegue arrancá-las de lá. Os dias passam, o mundo gira, pessoas vêm e vão, e elas continuam ali.
O que isso tem a ver com o que escrevi anteriormente? Nada! Mas isso estava batendo aqui dentro.
Disseram-me uma vez que eu estava querendo "camuflar uma possessão com um amor", sem esquecer do TOM com que isso foi dito. Nesse dia, fiquei com uma vontade enorme de postar algo sobre isso, mas não o fiz porque ia sair agressivo demais.
Hoje, faço um pequeno comentário sobre, usando o bendito papel como base: Possessão é estar preso. É se entranhar no objeto possuído [sim, objeto], até você não mais saber quem é quem.E aí, "podem voar mundos, correr astros" [Florbela Espanca] , mas você não sai.És agora, uma erva daninha.Se tem alguma coisa que a possessividade não conhece, é o altruísmo.
Eu tinha dito para você que não ia mais postar nada sobre isso. Mas o papel me fez mudar de idéia.




sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Evanescence - Good Enough

Não sou muito fã dessa música, mas o clipe ficou realmente bom. As coisas derretendo me lembram Salvador Dalí.Uma vontade súbita e inexplicável me arrematou e eu resolvi postar esse vídeo, sem nenhuma coisa em mente.Talvez tenha sido o fogo {do clipe}. É... o fogo sempre me hipnotizou, vejo e sinto uma força imensurável nele.
Sem muito o que escrever e com muita coisa na cabeça. Na verdade, eu ia postar uma coisa totalmente diferente disso aqui. Mas isso foi ontem de manhã. Depois de uma ótima tarde, com um ótimo filme e uma ótima amiga, resolvi não postar coisíssima nenhuma do que eu tinha pensado pela manhã. Acabei escrevendo hoje esse post sem graça.
Pode-se até pensar que o meu dia tenha sido sem graça também e nem um pouco inspiratório. Na verdade não... foi realmente bem inspiratório. Mas acontece que quando minha mente está assim eufórica, não consigo exteriorizar quase nada.
Sim, sou louca.

~ Evanescence, meu vício!




~ De qualquer forma, acho que estou virando uma Shane (ou talvez não) ^^

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O despertador tocou alto.Ergui o braço mecanicamente pro lado e desliguei. O quarto mergulhou num silêncio matinal pesado. Coloquei as mãos na testa e fiz uma leve pressão ."Hoje não..." pensei, suplicante.Mas já era tarde... o dia tinha acabado de começar.O décimo primeiro dia do mês acabava de irromper pelos meus olhos.
Como o pior já havia acontecido [o dia tinha começado], tratei de seguir adiante.Foi então que percebi que minha garganta estava fechada, apertada e seca. Entrei no chuveiro como quem lava a alma, mas não foi bem assim que me senti. Na verdade, foi bem ao contrário. A água escorria pela minha pele me acordando e quanto mais acordada eu ficava, mais nítidas as cores do 11º dia iam manchando minha mente.Minha garganta doía.
O dia passou pela minha frente como um borrão [vermelho]. Mas, dentro de mim, ele se arrastava e me levava junto.A mão gelada invisível e inteiramente conhecida, continuava a apertar meu pescoço. O nó só folgou um pouco quando Gill me abraçou.Mas ela seguiu no ônibus e eu desci, ouvindo qualquer coisa na altura máxima para fingir que não sentia o nó cego se apertando de novo aqui.
No caminho, eu lembrava de ter perguntado pra alguém "O que está acontecendo?" e de ter procurado os seus olhos. Mas o olhar foi desviado e ouvi apenas " Não posso te falar. Não agora."Pensar nisso me apertou o bentido nó, e eu tive que parar pra procurar o ar que me faltava.
Cheguei em casa, deitei no chão. Fechei os olhos com as mãos e apertei com força. O silêncio matinal e pesado não mais reinava. Havia agora um barulho irritante do rádio ligado na sala, do vizinho gritando, das cachorras latindo e do meu choro entrecortado.
Abri os olhos. Ainda era dia 11.



{A luz forte me cegou por uns instantes quando abri os olhos. A visão se estabilizou, mas eu não consegui olhar muito além [a luz me ofuscava].Estava com sede.Percebi isso quando engoli e a saliva desceu queimando, rasgando.Sede, muita sede.Tentei me mover, não consegui - cordas negras com espinhos amarravam meus pulsos. O sangue quente molhou minha mão. Senti minha respiração acompanhar o som da vida que escorria de mim e pingava no chão, numa poça vermelha.Gritei por ajuda.
Uma mão me tocou,reconheci o toque e sorri. Mas ela não me soltou. Pelo contrário, desatou as cordas de onde elas estavam, escolheu uma parte onde não tinham espinhos e amarrou-se. Estava presa agora àquela mão (apenas) conhecida e fria [outrora íntima e quente].Mas ainda estava com sede.
"Tome." - Disse a voz dona da mão, e me estendeu um copo -"Vai se sentir melhor."
Sem hesitar, peguei e bebi em um único gole.Mas aquilo não era água. Era cicuta. Sim... cicuta.
"Agora, ande até suas pernas ficarem pesadas. Estarei com você, sempre."
E andei.Na verdade, saí correndo... com a mão e a voz dona da mão amarradas em meus pulsos.
Minhas pernas estão começando a pesar. }

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A princípo, eu iria postar um vídeo. Depois, fiquei com vontade de colocar uma música. Daí, em um outro momento, criei um texto bem perfeitnho numa fração de segundos e pensei " nossa, tenho que postar isso! Mas... o que eu tinha pensado mesmo?"
Levantei a cabeça, fechei os olhos, busquei no fundo da mente, mas tudo o que vinha era uma lembrança difusa de uma certa quarta-feira. Apertei os olhos mais forte,numa tentativa de afastar da memória essa noite {única,bela e sublime} e todas as suas ruas,
e idas
e vindas
e batatas fritas
e pizzas
e sorrisos
e abraços
e beijos
e segredos
Apertei os olhos porque, desse PLURAL todo, só o que restou foi um SINGULAR. Ínfimo, riducularmente ínfimo. Mas acho que entrei num processo irreversível de reviver cenas,relembrar falas, recordar sentimentos...

Mas, ontem, esqueci de tudo isso. Foi mágico.
Amigos,música, agito, brincadeiras,sorrisos, danças, alegria... {tirando meu ³£³£#$%$¨%$ de zíper, mas isso valeu também ahuhauhua}

Ha...quando pisei lá no Chez, percebi que estava entrando num {delicioso} processo irreversível de viver o agora, ter novos sentimentos, ver outras cenas...

[mas, pensando bem, eu já estava assim há algumas semanas, num efeito você]

Estrelas da minha noite [ Lalai, Ima, Camila, Yuri, Veh, Dario ] , obrigada!
Ba-ti-za-da!

;D

sábado, 8 de setembro de 2007

 
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