<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201</atom:id><lastBuildDate>Wed, 06 Jan 2010 01:35:06 +0000</lastBuildDate><title>Instintos Dissonantes</title><description>"Liberdade é pouco.O que eu desejo ainda não tem nome." Clarice Lispector</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>72</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-8392805263124938867</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2009 02:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-27T10:21:26.041-03:00</atom:updated><title>Sobre amor e fazendas</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Eu te disse que estava cansado de cerzir aquela matéria gasta no fundo de mim, exausto de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;recobrí&lt;/span&gt;-la às vezes de veludo, outras de cetim,&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;purpurina&lt;/span&gt; ou seda - mas sabendo sempre que no fundo permanecia aquela pobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;estopa&lt;/span&gt; desgastada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando sobre sentimentos, atitudes, sonhos, amor e tudo o mais que se pode encaixar nessa lista. Estive pensando sobre a validade disso tudo. Pensando sobre a linha universalmente ignorada que diz "até aqui é válido; até esse ponto crítico da beirada do precipício você pode andar sem temer cair; até aqui vale a pena." Pensando sobre a regra de três inversamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;proporcional&lt;/span&gt; você X outra pessoa, composta por dedicação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;versus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; retorno, também conhecida por amor explodindo pelos poros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;versus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; capacidade de valorização/absorção, ou ainda alma posta na bandeja &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;versus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; disposição para cuidar dessa alma entregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando sobre uma conversa que surgiu numa mesa de bar. Sobre pessoas e relacionamentos. Sobre como cada pessoa percorre o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;caminho&lt;/span&gt; pré e pós envolvimento sério.Ou "sério", &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;whatever&lt;/span&gt;. Sobre a metáfora feita por uma &lt;a href="http://kayladeleo.blogspot.com/"&gt;amiga&lt;/a&gt; pra descrever isso. Sou do tipo de pessoa classificada como "que aprecia o caminho, mas costuma percorrer ele rápido. Aprecia mais criar o ninho, arrumar a casa". Usando a metáfora do dia, sou daquelas que : aprecia o caminho até a fazenda. Quando chega lá, arruma mesmo o lugar, como para passar o resto da vida. Cerca o terreno, levanta a casa, põe a mobília, planta as árvores, compra o gado e põe tudo pra funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;afetivas&lt;/span&gt; insaciáveis."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo tá em ordem na fazenda, a outra parte que dormiu na rede trançada à mão, tomou do leite ordenhado na madrugada por mim,&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;usufruiu&lt;/span&gt; de tudo que o terreno pode dar, resolve se mudar - vai pra cidade. E então, eu demoro pra conseguir me desfazer da fazenda. Cada gota de suor marcada em cada tijolo da casa vira uma lágrima quente. Depois de muita luta, a fazenda foi demolida - nem posta à venda, demolida - e nada em mim está no seu devido lugar. Foi demolido junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Repito sempre : sossega, sossega - o amor não é pro teu bico."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando sobre as pessoas que nem ao menos se dão ao luxo de pensar sobre fazendas. Estive pensando sobre a ironia sádica disso tudo. Estive pensando em ser como uma dessas pessoas, que não pensam em fazendas e apenas apreciam o caminho, olhando pro lado, pro caso de ter um caminho mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;atrativo&lt;/span&gt;.Estive pensando...&lt;br /&gt;Mas eu não sou assim, não seria eu se fizesse isso, se agisse assim. Sou fã das fazendas, ainda que todas elas me tenham custado pedaços valiosos de sanidade, confiança e amor-próprio.&lt;br /&gt;Estive pensando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Mas não é verdade que nunca tivesses suspeitado desta tarde e desta fome: não é verdade que por um momento sequer tivesses tentado fugir à tua trágica determinação: não é verdade que alguma vez tivesses sequer pensado numa possibilidade de salvação: sabias desde o começo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;consistência&lt;/span&gt; ácida do que tecias, e no entanto persistias nela, como quem penetra num beco sem saída, caminhando pela estreita dimensão que sabias desde sempre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;intransponível&lt;/span&gt;: sim, tu sabias deste momento a construir-se desde o começo, e não fizeste nenhuma tentativa de evitá-lo: agora é necessário que enfrentes: embora talvez não soubesses do depois deste momento que se faz agora e portanto não possas estar preparado para o próximo momento: mas deste sabes: tudo se encaminhou para ele, e já não podes fazer mais nada, a não ser enfrentá-lo: tens ainda no peito a chama que te consumia nessas noites paradas de verão: tens ainda o que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;convencionaste&lt;/span&gt; chamar de força: tens ainda todas as partículas de tua determinação: tens ainda a tua integridade, embora saibas que ela pode te destruir: pois então toma dessa fibra que a si mesma se construiu em solidão sob teu olhar espantado e impassível: toma dessa fibra feita de algo tão denso quanto o ódio: toma do teu ódio: e agora enfrenta."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Todos os trechos em vermelho são dele, Caio Fernando Abreu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-8392805263124938867?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/10/sobre-amor-e-fazendas.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-4177335984782908169</guid><pubDate>Thu, 10 Sep 2009 13:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-10T11:03:46.094-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cogumelo Atômico</category><title>No hero in her sky.</title><description>Por algum motivo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cármico&lt;/span&gt;, as portas que têm surgido na minha vida se fecham com a mesma rapidez que se abriram. Mas eu não estou com pressa, tenho me divertido em ver cada detalhe das diferentes madeiras, cada ponto que mais brilha das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;maçanetas&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Inexplicavelmente&lt;/span&gt; calma diante de tudo que aconteceu e está acontecendo, me sinto andando sobre um lago congelado, sem o doce dessa vez [vide esse &lt;a href="http://instintosdissonantes.blogspot.com/2007/08/disperses.html"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;post&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,senão não faz sentido.]. As coisas continuam as mesmas, mas tudo está diferente. Não sei como isso é possível, mas é assim que tenho me sentido. Tudo igual mas tudo essencialmente diferente.&lt;br /&gt;Quero meu doce de volta, aquele lá atrás do balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;~ A mulher bêbada falava sozinha no balcão sujo do bar.Eu não estava &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;exatamente&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; próxima,mas podia ouvir com clareza cada palavra que ela dizia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Eu fico pensando na pessoa que eu costumava ser e na vida que eu costumava chamar de minha. Olho pra ela, pra minha vida, e ela tá lá, deitada no chão com as pernas dormentes. Eu tento catá-la com as mãos, mas assim que eu a toco... ela se quebra, se parte em duas. Daí eu tento mais uma vez, e outra, e outra. E a minha vida, ou o que era pra ser minha vida, ou o que sobrou dela, sei lá, agora está toda quebrada, partida em vários pedaços disformes. Eu me abaixo, tento organizar tudo de novo, mas tá tudo uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bagunça&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;, nada se encaixa. E então eu percebo... percebo que as coisas nunca serão as mesmas novamente e que eu jamais vou conseguir pregar as peças no lugar. Percebo que aquilo que eu fui vai continuar no passado, e que eu preciso me remontar. As coisas nunca serão as mesmas, preciso me &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;reiventar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;, me remontar, criar um novo padrão, uma nova &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;seqüência&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; para as partes que estão ali jogadas no chão. [suspirou e então cantarolou] : 'Logo agora que eu parei,parei de te esperar,de enfeitar nosso barraco,de pendurar meus enfeites te fazer o café fraco.Parei!De pegar o carro correndo,de ligar só &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;prá&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; você,de entender sua família e te compreender...Hoje eu &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tô&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; sozinha...'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Agora, eu sinto que as pernas da minha vida estão começando a deixar a dormência de lado. Ela continua lá, toda moída em pedacinhos, mas pelo menos as pernas estão dispostas a retomar sua função. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Tô&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; exausta. Exausta de construir e demolir fantasias, como diria Caio Fernando.Exausta."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Saí do bar com um gosto acre na boca. Tive medo de olhar pro chão e ver ali minha vida. Olhei então pro céu. ~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra deixar esse devaneio completo, é preciso reler esse&lt;a href="http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/02/avesso.html"&gt; post&lt;/a&gt;. Quem quiser, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-4177335984782908169?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/09/por-algum-motivo-carmico-as-portas-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-8308438351825936591</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2009 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-21T14:17:02.081-03:00</atom:updated><title>Nothing worth fighting for</title><description>Carta de uma suicida passional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Odeio o fato de dormir mal sem você. Odeio o fato de que vestir uma das tantas roupas suas que estão aqui por casa me conforta e acalenta. Odeio o jeito que você tenta me proteger, tenta não me magoar. Odeio quando você omite coisas, quando eu passo a duvidar de tudo o que você diz, uma vez que o que você fala não condiz com o que faz [e automaticamente, com o que sente].Odeio o jeito que você manipula o meu gostar por você. Odeio quando eu propositalmente faço um doce e depois cedo,  e tenho que te aturar dizendo que "consegue tudo o que quer". Odeio o fato de você não enxergar que eu te leio e que eu apenas finjo pra mim mesma que não sei das coisas. Odeio o fato de todas as vezes que sorrio, olhar pros lados pra ver se você achou  graça também, mesmo quando você nem está por perto. Odeio olhar pros lugares e sentir arrepios,só de nos imaginar ali. Odeio ter que minar todos os meus sonhos, porque você não está pronta pra isso. Odeio saber que no meu futuro não existe "nós". Odeio ter que ser a garota "tudo bem", pegar o sentimento, amassar ele todinho e enfiar bem fundo, pra então viver nossa história confusa e complicada. Odeio quando você me pede desculpas por coisas que não estão em seu controle. Odeio ficar sabendo de certas coisas pela tua página de recados. Odeio quando eu deixo pra lá, e mesmo você estando errada, eu corro atrás de ti. Odeio quando você está errada e sempre dá um jeito de ficar  dou outro lado da história, e termina comigo te bajulando pra não ir embora. Odeio quando você não percebe o esforço que fiz pra ir pra tua casa, a gasolina pouca e cara, o tempo que foi investido. Odeio quando você não percebe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas, acima, além, por e para tudo isso, eu te amo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt; ~ Montou uma corda com todos os sonhos, sentimentos lacrados, frases ditas e não reconhecidas, atitudes em vão e planos. Enforcou-se ao pôr-do-sol, na varanda onde ficava pensando na sua amada. ~&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-8308438351825936591?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/08/nothing-worth-fighting-for.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-1354467892817875035</guid><pubDate>Wed, 19 Aug 2009 21:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-19T18:58:50.222-03:00</atom:updated><title>Fonte de Mana</title><description>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;"Maia, você é única demais. Assim, tua personalidade é única, a gente não acha por aí fácil pessoas como você. Você é uma soma de coisas, que te tornam assim.. única."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Como assiiiiim?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;"Ah, sei lá. Por exemplo, você nunca é irritante. Até quando tenta ser, não é. Cara, achar uma pessoa que não seja irritante... Outra, você também não é arrogante. Nunca é. Uma pessoa que não é irritante nem arrogante... é única demais.Você é fechada, tudo bem, mas isso é com as coisas que são muito tuas... e embora você seja um iceberg emocional desgraçado, com um monte de emoção e sentimentos enterrados lá no fundo da água gelada onde ninguém vai ver, você é muito sensível. E não é todo mundo que vê isso, mas você é muito sensível.Ah, Maia... eu rezei tanto, sabe, pra que você ficasse bem, pra que tudo corresse bem pra ti... Porque minha felicidade em parte depende da sua também, depende de todas as pessoas que eu gosto."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papo não foi exatamente assim, mas foi algo desse rumo. Minha memória de peixinho dourado não quis me ajudar.&lt;br /&gt;Embora outras pessoas tenham me dito algumas coisas semelhantes, o fato disso bem aí ter vindo de quem veio, significou muito. Tempos sem nos falar direito,nem eu nem ela sabendo direito como andava a vida uma da outra e ainda assim, o que ela me disse, tudo que ela me disse, foi essencial. Nem tanto por essas palavras aí de carinho, mas pelas outras coisas que foram ditas, coisas pequenas do tipo "é, não é assim fácil" e "mas eu sinto que você tá indo pelo caminho certo, eu sinto sim. Eu entendi tudinho, e acho que você tá sim indo pelo caminho certo."&lt;br /&gt;Nada de julgamentos, de "te avisei" ou "eu acho melhor você fazer isso, isso e aquilo".&lt;br /&gt;Que bom que certas coisas não mudaram. A cumplicidade da conversa, o entendimento dos silêncios e a mão na nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;P.S. : Antes que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;tu venhas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; a pensar que eu fico "atualizando" as pessoas do que acontece entre a gente, fazendo tempestade em copo d'agua, exagerando e choramingando pelos cantos, saiba que não foi nada disso.E relaxa, tá tudo bem. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-1354467892817875035?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/08/fonte-de-mana.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-8908288045284816989</guid><pubDate>Sat, 18 Jul 2009 02:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-18T01:35:24.740-03:00</atom:updated><title>And so it is.</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_up_E3Kyoa30/Sfi2dR-WgNI/AAAAAAAAAlU/9BaTi8UbtdU/s320/dead%2520flower.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_up_E3Kyoa30/Sfi2dR-WgNI/AAAAAAAAAlU/9BaTi8UbtdU/s320/dead%2520flower.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;lírios&lt;/span&gt; balançavam ao ritmo do vento.Caminhando por entre eles, a menina vestida de sonhos e vontade parou por um instante ao perceber que o ar a sua volta tinha adquirido uma densidade estranha, quase hostil.Olhou para trás e se deparou com um campo de flores secas. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;lírios&lt;/span&gt; pelos quais ela havia passado e regado, não passavam de uma massa escura e feia agora.O ar ali atrás não só era denso, mas ácido e cortante.Ela tossiu, sentindo os pulmões se encherem daquela nuvem tóxica e se virou para a frente de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Eu olho pro infinito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; E você de óculos escuros."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que se continuasse caminhando, aquele campo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vívido&lt;/span&gt; e dançante de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;lírios&lt;/span&gt; à sua frente também se tornaria parte daquela massa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;necrosada&lt;/span&gt; do caminho já trilhado.Como um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;carma&lt;/span&gt;, como uma maldição, ela sabia que era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;exatamente&lt;/span&gt; a sua passagem por aquele rumo mais que almejado, que destruía e queimava os tais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;lírios&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Eu lanço minha alma no espaço,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Você pisa os pés na terra."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia, também, que parar de tentar chegar onde sempre quis e se manter imóvel para não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;afetar&lt;/span&gt; as flores, não era uma solução viável. A terra sob seus pés nus imediatamente queimava feito ferro em brasa, como se a expulsasse dali.E ela tinha que retomar o passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;"Eu experimento o futuro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt; E você só lamenta não ser o que era."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha absoluta convicção de que não era desejada ali. Ela não pertencia àquele lugar, não tinha o direito de andar por sobre aquelas terras sagradas. Aquele campo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;lírios&lt;/span&gt; nunca, nunca seria seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;"Eu corro todos os riscos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt; Você diz que não tem mais vontade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela andava,então.Com a certeza de que a cada passo seu, o horizonte e o lírio mais precioso se afastavam uns cem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;quilômetros&lt;/span&gt;. Ela andava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;"Eu me ofereço inteiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt; E você se satisfaz com metade."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-8908288045284816989?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/07/and-so-it-is.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_up_E3Kyoa30/Sfi2dR-WgNI/AAAAAAAAAlU/9BaTi8UbtdU/s72-c/dead%2520flower.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-1031506006094145856</guid><pubDate>Thu, 04 Jun 2009 11:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-07T11:46:06.103-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Vênus</category><title>Baby, can you feel my halo?</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Negar que se tem esperança é um modo de sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um jeito de nos preservarmos da quase sempre certa e dolorosa decepção pós-expectativa, de fingir que não nos importamos ou ainda que substituímos certos sentimentos.&lt;br /&gt;Negar exaustiva e silenciosamente que se tem esperança, faz disso uma quase verdade. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quase chegamos a acreditar que realmente não nos apegamos aos fiapos de possibilidades esperançosas que surgem nas quinas cheias de farpas da vida&lt;/span&gt;.E isso é, de fato, um modo de se sobreviver a tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, quando a porta do possível se abre e sentimos que temos novamente um chão para arriscar, essa "reserva" de esperança se mostra algo fundamental na reconstrução da confiança.&lt;br /&gt;Sete meses, muitos desencontros, muitos "adeus,até nunca mais", muita dor, muita negação. A mentira repetida milhões de vezes se mascarou de verdade e eu cheguei a agir sem pretensão, sem segundas intenções, sem projeções, sem pensar na possibilidade do futuro existir.Acho que só consegui passar pelo campo minado com todos os meus membros intactos devido a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, num dia 2 de junho, a porta foi escancarada.&lt;br /&gt;Ainda trago a esperança contida, cautelosa. É preciso ir com mais calma dessa vez,sem pular etapas. Mas já é tudo tão nosso, tão encaixado, tão euvocê e não eu_______você, tudo tão... que fica difícil represar.&lt;br /&gt;But honey, where I am.&lt;br /&gt;&lt;span name="caption" id="caption"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span name="caption" id="caption"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I'll be chasing you the rest of my life.Len, welcome to the roller coaster ride.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?uid=16608877173400392175&amp;amp;pid=1244115027688&amp;amp;aid=1244089815&amp;amp;p=0"&gt; &lt;span id="caption1244115027688"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-1031506006094145856?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/06/baby-can-you-feel-my-halo.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-6921048546735940536</guid><pubDate>Mon, 16 Mar 2009 14:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-17T23:50:45.537-03:00</atom:updated><title>Requiem</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm2.static.flickr.com/1032/1290052190_16d733df50.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 410px; height: 500px;" src="http://farm2.static.flickr.com/1032/1290052190_16d733df50.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era um daqueles dias de cor amarga.Enquanto amarrava seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cadarços&lt;/span&gt;, parou pra verificar que naquele dia não tinha acordado nem um pouco vermelho por dentro.Estava, sim, recheado e coberto por um cinza ácido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado direito e vazio da cama exalava um cheiro de dor e solidão que o estava sufocando. Abriu as janelas para ventilar o quarto e só então percebeu que as paredes também exalavam tristeza, uma tristeza lilás densa e pegajosa.Jogou o casaco nos ombros e saiu do apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para o café, lembrou-se de que 24 horas antes, seus lençóis emanavam um perfume rosa chá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sutil&lt;/span&gt; marcante e as paredes cantavam realização e plenitude.Agora, as pedras da calçada gritavam frustração e vacuidade.&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Pôs&lt;/span&gt; as mãos no bolso para se proteger da névoa gelada de insegurança que pairava por sobre ele, encolheu os ombros para se proteger do frio cortante da dúvida e apertou o passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na mesa tomando um chocolate quente, ouvia a melodia absurdamente laranja que os casais ali próximos cantavam em seus sorrisos. Viu-se irritado com aquela ousada alegria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;açucarada&lt;/span&gt; alheia e envergonhou-se com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele procurou pensar alguma coisa boa, ter um daqueles pensamentos com um gosto amarelo reluzente mas só o que conseguiu foi leve cheiro de açúcar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;mascavo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um daqueles dias azedos em que se acorda com só um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;olfato&lt;/span&gt; monocromático quando se tinha dormido com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;tato&lt;/span&gt; multicolor, que abre os olhos inverno quando tinha dormido primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Inverno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No dia em que fui mais feliz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; eu vi um avião&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Se espelhar no seu olhar até sumir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De lá pra cá não sei&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caminho ao longo do canal,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Faço&lt;/span&gt; longas cartas pra ninguém&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e o inverno no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Leblon&lt;/span&gt; é quase glacial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há algo que jamais se esclareceu:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;onde foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;exatamente&lt;/span&gt; que larguei&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;naquele dia mesmo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O leão que sempre cavalguei?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá mesmo esqueci que o destino&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sempre me quis só&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No deserto sem saudade, sem remorso só,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem amarras, barco embriagado ao mar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sei o que em mim&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;só quer me lembrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pouco antes de o ocidente se assombrar&lt;/span&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inverno - Adriana &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Calcanhotto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-6921048546735940536?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/03/requiem.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-3321440931809244072</guid><pubDate>Wed, 18 Feb 2009 19:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-18T17:50:17.838-03:00</atom:updated><title>Às vezes me preservo</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;...noutras suicido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi isso há uns meses atrás e estou postando por puro bloqueio literário. Tempos de letras magras. Parece até com o post anterior, mas esse é mais recente e foi escrito sob outras circunstâncias. Por mais iguais que eles sejam, são essencialmente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Ah, meu bem... posso tentar transmitir meus pensamentos? Estou aqui sentada naquela parte do parque, sob a sobra daquela "nossa" árvore que nunca descobrimos ao certo de que é, olhando o vento carregar as folhas e os dentes-de-leão. Onde estará você? Provavelmente saindo do banho para se arrumar para o seu grande dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Olhando um pouco adiante, eu posso ver o lago.Lembra dos nossos piqueniques, nossos sanduíches de patê, o suco já quente do sol? Eu fugindo das abelhas, tirando as torradas com mel do alcance delas e você rindo me chamando de frouxa.O sol começa a descer no horizonte. Agora você deve estar rodeada pela sua mãe, tias, primas e algumas amigas, colocando o perfeito vestido branco, enquanto segura as lágrimas e abre o sorriso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desculpa, na nossa última conversa eu disse que tinha parado de fumar.Eu menti, nunca parei. Mas você já sabia disso, conhece minha voz e minhas entrelinhas. Fumando agora, entre uma tragada e um pensamento, atiro uma pedra na superfície do lago, pra ver quantas vezes ela quica antes de afundar irremediavalmente nas águas escuras.Eu sempre ganhava de você, haha...Você deve ter começado a se maquiar, espalhando todos os seus apetrechos que eu tão afetuosamente ficava olhando você mexer enquanto a hora a avançava e nos atrasávamos para o nosso compromisso. Mas valia a pena, eu ficava ali em um silêncio de veneração, olhando você se arrumar. Talvez você use aquele batom de grife que eu te dei. Seria no mínimo irônico sua boca dizer "eu aceito", pintada no vermelho que eu escolhi a dedo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sol já se pôs atrás das colinas, os grilos já fazem aquele barulho que você detestava. Estou voltando pro carro, e é impossível não imaginar que nesse exato instante você também deve estar entrando em um carro com o buquê nas mãos, o sorriso mais lindo de todo o universo estampado no rosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chego no lugar da cerimônia e num arrepio que não consigo decifrar se é bom ou ruim, te vejo vindo de mãos dadas com a tua escolhida.Nossos olhares se cruzam, eu deixo o lírio branco que trazia nas mãos no tapete vermelho e antes que tua boca forme o meu nome, vou embora.Não quero saber se chegará a trocar alianças, não quero pensar nos seus votos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem na sua lua-de-mel. Só queria ver a felicidade estampada no seu rosto, pra que eu pudesse respirar e dizer "ela está bem". Daqui pra frente,nada me fará mais feliz que isso.&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[Ouvindo Naquela Estação, na voz de Adriana Calcanhotto.]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-3321440931809244072?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/02/as-vezes-me-preservo.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-3221470554468889340</guid><pubDate>Sat, 07 Feb 2009 02:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-06T23:29:28.390-03:00</atom:updated><title>Vale a pena ler de novo [ou não]</title><description>Sim, postando de novo.&lt;br /&gt;Estava lendo os meus escritos passados e me deparei com este. Tinha esquecido do quanto eu gosto dele... então tá aí ele de novo, porque se eu for escrever alguma coisa no estado em que estou, ia machucar. Ia ser forte, doído e direcionado.Talvez a pessoa nem lesse, mas como sempre há a chance, ela iria se ferir e não, não quero isso, nem pra mim, nem pra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title"&gt; &lt;a href="http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/05/entrelinhas.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;   &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra? Nós costumávamos ir naquela parte da praia por essas horas.Você dobrava sua calça porque não gostava de sentir a barra molhada tocando na perna, me pegava pela mão e íamos para perto da água.Com as ondas tocando baixo nossos pés e o vento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;bagunçando&lt;/span&gt; nossos cabelos, eu envolvia tua cintura com meus braços e ficávamos assim, abraçadas, até o sol se pôr.A tarde se lacrava com o encontro dos nossos lábios. Depois, fazíamos aquela nossa coisa: escrever trechos de músicas na areia molhada.Como para que não durassem e nós tivéssemos que retornar pra deixar outra inscrição; e outra, e mais outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo deixamos de escrever apenas na areia molhada.Ah, você lembra de como era gostoso encontrar nossas juras secretas em cada canto inusitado da vida?Pois é... Ainda sinto um leve espasmo quando me lembro da primeira vez que li um trecho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Cássia&lt;/span&gt; no espelho do banheiro.Foi bom, foi bom... Você sorria e dizia sonhar em me escrever &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Cazuza&lt;/span&gt; na neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecíamos viver com uma trilha sonora! Acho que é impossível eu olhar para qualquer CD dessa estante e não associar uma música a algum momento nosso ou a alguma parte do seu corpo.Você está em cada faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sabe do quê eu me lembrei?De quando eu escrevia na sua agenda com caneta verde alguma música em inglês. Você detestava as duas coisas: a caneta verde e a língua inglesa.E eu docemente lançava o desafio para que você traduzisse. Em troca, você escrevia nos meus cadernos com caneta vermelha alguma coisa em francês.Ainda guardo o dicionário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentada agora no sofá.Aquele mesmo onde nos sentávamos depois de um dia particularmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;estressante&lt;/span&gt; e cuidávamos uma da outra.Aquele sofá que nos custou caro, que nos fez economizar em tudo e nos propiciou os melhores jantares à luz de velas, uma vez que tínhamos que reduzir a conta de energia. Aquele mesmo sofá onde me deitei aquele dia e chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não lembra porque não estava aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui eu olho a escrivaninha escura. Aquela, onde você me deixou um papel escrito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Cazuza&lt;/span&gt;, em caneta azul, junto com a chave do apartamento.Bom, no mínimo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;irônico&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Cazuza&lt;/span&gt;. Nada de neve,só a madeira escura. E a caneta azul, dessas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;baratinhas&lt;/span&gt; mesmo,que a tinta borra tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo com a sua secretária &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;eletrônica&lt;/span&gt;, que nem ao menos tem uma música agradável de recepção.Só aquela tentativa de reproduzir algo erudito.E eu sei que você está me ouvindo, só não quer atender.Mas essa foi a primeira e última ligação. Meu repertório acabou. Fico só com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;requiem&lt;/span&gt;, sem letra para te escrever os trechos. Pode ficar com ele todo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-3221470554468889340?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/02/vale-pena-ler-de-novo-ou-nao.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-7050456099979777871</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2009 01:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-23T00:12:06.120-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amor</category><title>A Sua</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i229.photobucket.com/albums/ee270/bitewing/Water-Heart1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 345px; height: 546px;" src="http://i229.photobucket.com/albums/ee270/bitewing/Water-Heart1.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu estava fugindo dessa conversa. Senta aí na minha frente, deixa eu te olhar nos olhos pra ter um estímulo, uma luz, um sinal, qualquer coisa que me dê coragem de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;descarnar&lt;/span&gt; o sentimento,jogar álcool na ferida, colocar tudo em alto contraste na minha frente e analisar.Eu só preciso que tu saias um pouco de tão dentro de mim, não vou soltar tua mão, prometo. É só que eu não posso olhar pra todo o quadro da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;situação&lt;/span&gt; contigo impregnado em mim, por detrás dos meus olhos, entre meus lábios, expirando enquanto eu inspiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava viver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tranqüila&lt;/span&gt; com a tua coexistência, éramos uma unidade harmoniosa: eu não te prendia e nem tu me cegavas,eu não te calava e nem tu abafavas minha voz com gritos alucinados.Jamais, jamais um de nós tomou inteiramente o controle nas mãos, subjugando a outra parte às suas vontades e delírios.O que fizeste com a confiança depositada nessa cumplicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venhas me dizer que foste tocado de forma nunca antes conhecida. Eu fui tocada também, uma vez que éramos um só. Por que tomaste as rédeas da situação?Eu que era tão sã, tão equilibrada, tão... me vi acorrentada num querer doar-se, numa abdicação tão grande das minhas necessidades mais primordiais como o amor-próprio,numa auto-flagelação feita com chicote de plumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu me fizeste contentar-me com coisas que qualquer outra pessoa com o mínimo de discernimento mental e moral acharia irrisório e indigno do trabalho empregado.Pior do que contentar-me, eu me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;regojizava&lt;/span&gt;.Percebes a dimensão das tuas atitudes?Eu me enxergava completa, realizada e plenamente feliz. Completa por uma presença que nem estava por completa ao meu lado,completa por respirar o ar que rodeava aquela presença não-completa, por ouvi-la falar da outra presença que estava longe. A presença longe que a tinha perto, que a completava, a presença que não era minha. Como tu me deixaste sentir isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não quero que tu sumas de mim.Eu sou feita pra e por você da cabeça aos pés, lembra? Eu só preciso que o controle volte a ficar equilibrado,preciso da minha visão e voz de volta, das minhas pernas e braços, da minha mente. Não, eu não te culpo e não, eu não sofri. Só senti demais, vivi demais;isso exige mais do que sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Amor&lt;/span&gt;, pode voltar aqui pra dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-7050456099979777871?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2009/01/sua.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-4409509920538972105</guid><pubDate>Fri, 05 Dec 2008 14:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-06T15:16:08.816-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Utopia</category><title>Away</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://letrasimples.blogs.sapo.pt/arquivo/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 261px;" src="http://letrasimples.blogs.sapo.pt/arquivo/estrada.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de chorar abraçada com seu urso,ligar pra pessoa que acredita amar, ligar para aquelas que tem certeza que a amam e para aquela que um dia a amou, ela tentou dormir, revirando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;v&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;elho&lt;/span&gt; texto batido dos amantes mal-amados, dos amores mal-vividos&lt;/span&gt;.Sorriu debilmente sabendo que aquilo tudo sempre ficará indo e vindo. E cada vinda, versão nova de uma velha história. Levantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A água estava quente, perfumada e acolhedora. Ela abraçava os joelhos, afundada na banheira até o limite dos olhos marejados e opacos. Silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Os pulmões arderam com a falta de ar e ela ergueu o rosto para respirar, tomando cuidado pra não perturbar a superfície lisa da água: um véu fino e delicado que a cercava. Afundou nele, esticando o corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Abriu os olhos, sentiu o silêncio denso comprimir seus ossos, ouviu sua mente gritar. Só no mais absurdo silêncio ela conseguia se ouvir. Tinha medo de ficar só consigo mesma, porque sabia que a mente sempre tinha razão. Evitava o silêncio no qual ela gritava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mas não naquele dia, ela precisava disso. Ignorou o corpo que pedia por ar e sorriu, sentindo aquela imensidão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;silenciosa&lt;/span&gt; e pesada comprimir-lhe contra a porcelana branca.Desejou ficar em uníssono com aquilo tudo, com a água, o silêncio, a solidão carregada. Sentiu-se completa e protegida. Virou-se pro lado, abraçou as pernas e fechou os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vera&lt;/span&gt; viagem: véu de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;maya&lt;/span&gt;, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tô&lt;/span&gt; exausto de construir e demolir fantasias(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Fernando&lt;/span&gt; Abreu, alimentando meu devaneio louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-4409509920538972105?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/12/away.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-8898622955330853551</guid><pubDate>Tue, 18 Nov 2008 10:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-18T08:32:38.837-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Quimera</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Vênus</category><title>Quimera</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7kSMbTAL5Nk/SSKkiM2-QnI/AAAAAAAAAIw/LMHA2gE1b5s/s1600-h/corrente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7kSMbTAL5Nk/SSKkiM2-QnI/AAAAAAAAAIw/LMHA2gE1b5s/s400/corrente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269955421451207282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é dar a mão a alguém que pertence a um outro alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me refiro tão somente a estar com alguém que tem um compromisso firmado, mas sim que tem a alma presa, o carinho direcionado, os sentimentos acorrentados, uma aliança invisível na mão esquerda.O que é se dar a alguém assim? A incerteza da reciprocidade machuca, e muito, os corações dos desavisados e idiotas que teimam em esperar que o tempo corroa as amarras.Claro, não corrói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Altruísmo maldito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que podia dar uma crise de egoísmo e racionalidade de vez em quando, faz bem,tudo desgasta menos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se dar a alguém assim é ter a certeza de que você é tudo que essa pessoa sempre quis e também ter a absoluta convicção de que se ela pudesse pegar todo esse leque de coisas perfeitas que você é, arrancar e botar na outra tal pessoa que está na ponta oposta da corrente, ela botaria&lt;/span&gt;. Sorrindo.Em êxtase por unir todas as coisas que ela queria naquela pessoa que nunca tinha oferecido nada disso. Botaria,em êxtase,sorrindo. Mas você deixa de ser tudo? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Parabéns, você ama e não é amado&lt;/span&gt;. Típico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4 style="color: rgb(255, 0, 0);" class="fr0"&gt;"(...)somos como madressilva quando se enrola à volta do ramo da aveleira: uma vez a ela ligada e presa, ambas podem durar juntas eternamente, mas, se as querem separar, a madessilva morre em pouco tempo e o mesmo sucede à aveleira. Tal é o nosso caso: nem vós sem mim, nem eu sem vós!"&lt;/h4&gt;&lt;h4 class="fr0"&gt; Trecho do livro Tristão &amp;amp; Isolda&lt;br /&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-8898622955330853551?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/11/quimera.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7kSMbTAL5Nk/SSKkiM2-QnI/AAAAAAAAAIw/LMHA2gE1b5s/s72-c/corrente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-1325968597386194400</guid><pubDate>Wed, 05 Nov 2008 00:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-06T12:18:29.166-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amor</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Colorido</category><title>E alguém sabe?</title><description>Não,não venha com esse abraço vago e frio. Me ouça, eu quero falar, só falar. Passa pra cá essa garrafa; não.não o copo, pra quê copo? Tem gargalo não é? Não me olha com essa preocupação cínica de quem não tá nem aí e finge estar! Ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe? É esse não sentir nada. É esse sentir tudo. É esse vazio cheio de... sei lá o quê. É, é... vazio cheio... cala a boca, ouve! É como se eu subisse uma montanha, chegasse ao topo e olhasse lá pra baixo. Daí, depois de toda a luta pra subir, eu sinto uma puta vontade de pular, entende? Um anseio,um desejo, uma necessidade. Outra, outra. Garrafa, cara, outra garrafa. Anda, dá logo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da mesma de ainda há pouco? Parece mais fraca. Não, não é porque eu já tô bêbada, mas que idiotice.Sim, deixa eu falar, levanta não. Eu sei, eu sei, você nem me conhece, e daí? Você por acaso tem algo mais interessante pra fazer do que ficar ouvindo uma desconhecida proferindo filosofias etílicas num balcão sujo de um bar nojento? Hum, sabia que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é estranho isso de se envolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, bicho, não tô chorando, tá louco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, quero outra garrafa. Suficiente? Nunca é suficiente, filho. Ah, criança, você tem muito o que aprender dessa vida de cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor? Ah, claro que acredito. Por qual outro motivo eu estaria aqui, nesse bar, bebendo, falando com um completo estranho? Amor, querido, amor! O topo da tal montanha, mas também o que tem lá embaixo me puxando. As pedras que formam a subida, mas também as árvores que formam o tapete verde no qual eu quero pular.Ai, cuidado com essa cinza desse cigarro! Põe a mão pra lá, deixa eu deitar meu rosto no teu braço. Ah, cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, encheu de mim já? Meu nome? Pra quê, cara? Olha, eu vou indo, pega aqui esse dinheiro, tô pagando a bebida. Você tá ainda abrindo o caminho, ainda nem olhou a base da montanha, tá cortando o mato em volta, se furando nos espinhos e bebendo a água que se acumula nas folhas depois da madrugada. Sobrevivendo. Quando chegar na montanha, você vai aprender a viver. Como eu sei que você já não chegou lá? Ora, se por acaso tivesse, não ficaria me ouvindo com tal sede de saber.Ia achar que já sabe exatamente como trilhar o caminho. Que engano, meu Deus. E alguém sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueça de se jogar se der vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-1325968597386194400?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/11/e-algum-sabe.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-3222385915989227992</guid><pubDate>Wed, 29 Oct 2008 20:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-29T17:54:00.880-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Um devaneio</category><title>Ecos</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Caminhando, vou... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Deixo as mágoas com o meu passado &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Vou... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;As  recordações e as luxúrias que um dia vibraram &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;As ressurreições, os fantamas  que perpetuaram &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vodka queimando a garganta e deixando o olhar embaçado,pontas de cigarro misturadas à saliva, lágrimas e sangue,formando um tapede fétido e úmido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mastigando vou... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Engulo a seco a minha história &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Soul... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;E o olhar  tão meu, o olhar cedeu ao acaso &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;De que é feita a vida? De sol ou do céu tão  cerrado? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cartas rasgadas, canivete afiado, perfume jogado longe pra ver se o cheiro perturbante saía da mente, ondas quebrando nas pedras respingando no rosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pretendo deixar que a vida me guie &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Respirar mais ares de luz &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Que importa  seu pesar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Tentei explicar mas você renegou minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mãos feridas, pacto de sangue feito no chão frio de um banheiro, beijos quentes,sexo voraz, despedida inesperada,requiem alucinante de uma vida quebrada em mil pedaços cortantes, sinfonia densa de mil pedaços cortantes voltando à forma de uma nova vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Acordou com a garganta seca, respiração acelerada. Olhou pro lado e viu aquelas costas largas onde o edredon repousava, chegou mais perto, respirou naquela pele e teve certeza de que tudo estava bem. Afundou o rosto naqueles tais cabelos escuros, sorriu e voltou a dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Amar o que não faz sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;E ter que viver num mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sem ter a incerteza  do mal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;E poder pensar em você&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Praia deserta, sol poente, roupa branca esvoaçando, vento no litoral. Avistou uma silhueta ao longe,a reconheceu e sorriu, correndo em sua direção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Poucas vezes eu lembrei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Dos meus erros banais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Preferi buscar em bocas  sãs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Um sabor que não vi nunca mais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tropeçou em algma coisa afundada na areia e machucou os joelhos. Ergueu a cabeça e o rosto da sombra tornou-se parcialmente visível. Viu a boca se mexer mas o som não chegou até ela. Levantou com as pernas arqueadas pela dor, caminhou lentamente em direção à sombra que voltou a se esconder na penumbra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vento, confusão mental, ecos distantes. Enfim, aquilo que a sombra gritou alcançou o destinatário, reverberando forte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;This night will hurt you like&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt; never before&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Old loves they die  hard&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Old lies they die harder&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mãos tampando os ouvidos, choro atravessado na garganta, pés que ganharam vontade própria, um vez que a mente já sucumbira à alucinação e desordem, corrida louca pra longe da sombra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gritou antes de abrir os olhos. Sentiu o choro vir e no mesmo instante um abraço instintivo e sincero, protetor e assustado. Beijou aqueles lábios trêmulos de susto e preocupação, sentiu o amor queimar o peito, sorriu e então dormiu em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Andarilho - Elipê &lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;A valsa do Homem Torto - Elipê&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;, &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;I Wish I Had An Angel - Nightwish&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-3222385915989227992?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/10/ecos.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-117847652734488609</guid><pubDate>Wed, 15 Oct 2008 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-15T12:12:15.371-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Vênus</category><title>I'll take you there</title><description>Olhos mareados, a boca vermelha e trêmula. A pergunta sussurrada à meia luz do sol nascente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;- Por que você faz isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;- Isso o quê?&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;br /&gt;- Cuida de mim... me leva a lugares que nunca ninguém levou... visita lugares que ninguém visitou...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O torpor do álcool ainda latejando na mente, o respirar que antecede a resposta séria. O desvio não-intencional do olhar pra não perder a coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porque eu te amo. E eu preciso desesperadamente demonstrar e viver isso. Porque é real e forte demais. Eu cuido ti porque eu preciso que você sinta o quanto é especial e única pra mim&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preciso tocar teu corpo como uma flor rara, com a delicadeza e firmeza que minha mente te venera. Preciso demonstrar como amo cada centímetro da tua pele. Porque eu não quero ser apenas mais um amor arrebatador do teu coração libriano denso. Porque eu sei que você ama  com ímpeto, com força, com absolutamente tudo.Porque você, enquanto MULHER libriana, se entrega e se joga... se lança crente que vão te segurar. E se não seguram, você sempre se levanta, e se joga de novo lá na frente. Sei que existiram outros amores, cada um do seu jeito, cada um deixando uma marca. Eu não quero ser mais um amor. Quero ser O amor. Porque você é A pessoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A pessoa com quem eu quero estar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tudo em ti me entorpece. Tudo eu quero amar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A pessoa que me faz querer dar tudo.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A pessoa. Simplesmente A PESSOA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Vênus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ainda pergunta por quê eu faço "isso" contigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-117847652734488609?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/10/ill-take-you-there.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-3270348766596609221</guid><pubDate>Thu, 04 Sep 2008 14:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-04T22:15:37.733-03:00</atom:updated><title>Entremeios</title><description>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U-Wdz25APqY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/U-Wdz25APqY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[ Julieta Venegas e Marisa Monte - Ilusion ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O plano no início era o não-envolvimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Buscou direcionar as emoções, ignorar os arrepios,burlar a seqüência ilógica de quem se encanta. Sussurrava como um mantra frases de negação, para que de tanto se repetir a mentira, ela se tornasse uma verdade manca. Claro, não deu certo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mudou o plano: afastamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Decidiu que ia de uma vez por todas se livrar daqueles projetos e ambições totalmente unilaterais, daqueles sorrisos bobos, das mãos frias e trêmulas, do coração acelerado, dos &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;lírios&lt;/span&gt; que nunca iriam pertencer a ela.Vestiu seu macacão vermelho e foi mudar seu jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, não deu certo. Algumas flores sempre voltam a nascer, como um passe de mágica, uma piada louca, um riso sarcástico, um golpe de punhal em brasa...pura pirraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macacão rasgado, unhas sujas, joelhos doídos de ficar apoiados no chão. E nenhuma, nenhuma mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-3270348766596609221?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/09/o-plano-no-incio-era-o-no-envolvimento.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-8245747318025182907</guid><pubDate>Fri, 15 Aug 2008 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-16T12:20:45.915-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Platônico</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Utopia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Um devaneio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Deletérios</category><title>Alvorada</title><description>Puxou o cinto que estava enrolado pressionando seu peito e aí aconteceu: aquele perfume que ficara preso no tecido preto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;artefato&lt;/span&gt; de segurança do carro a atingiu como um golpe de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;zarabata&lt;/span&gt;na.Pequenos dardos encharcados daquele cheiro adentraram a pele e espalharam o doce veneno pela mente, paralisando músculos,deixando a boca seca e acelerando o ritmo cardíaco.O sinal ficou verde, ela voltou pra realidade. Ou quase.&lt;br /&gt;Mudou a estação no rádio, passou a respirar em movimentos rápidos e curtos, tentando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;absvorver&lt;/span&gt; o mínimo possível daquele ar que intoxicava e seduzia.Chegando em casa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;apoiou&lt;/span&gt; a cabeça no volante, fechou os olhos, respirou fundo e pensou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o que você fez com meu juízo?"&lt;/span&gt;. Desejou nunca mais respirar outro ar senão aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4 class="fr0"&gt;"Dá um certo trabalho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;decodificar&lt;/span&gt; todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto." Caio Fernando Abreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h4 style="color: rgb(255, 0, 0);" class="fr0"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;~ O calor era intenso, sufocante. Na esquina, vestindo um sobretudo pesado e botas de borracha, a Contradição pôs as mãos no bolso. Tendo decidido parar de fumar, puxou um maço ainda fechado e tirou um cigarro, retomando o passo e indo pra o bar mais degradante de todo o bairro. Não queria ser notada, mas sentou na primeira mesa. &lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Um pouco longe dali, vestindo uma saia curta, blusa de alça e segurando um guarda-chuvas enorme, a Incerteza pegou um táxi depois de saltar de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ônibus&lt;/span&gt; que iria pra algum lugar que ela já não sabia mais se queria ir. Irritou o motorista mudando umas duas ou três vezes de rota até que se calou. Desceu numa esquina, virou pra esquerda, voltou, foi pra frente, parou de novo.Respirou fundo e foi indo na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direção&lt;/span&gt; de um bar sujo e feio que tinha ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A Contradição já fumara metade da carteira de cigarros quando viu aquela garota pequena entrando no bar. Parecia uma peça fora do quebra-cabeça, uma nota destoante da partitura...tudo menos alguém que pertencesse àquele lugar. A Contradição balançou a cabeça irritada, odiava esses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;tipinhos&lt;/span&gt;. Por isso mesmo, ficou vigiando cada movimento da outra garota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Quase sentada no banco alto do balcão, com um pé balançando no ar e o outro tocando o chão apontando pro outro lado, a Incerteza tomou duas cervejas, umas doses de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Campari&lt;/span&gt; e umas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;vodca&lt;/span&gt; barata. Sentia a cabeça pesar um pouco e olhou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pros&lt;/span&gt; lados.Sua atenção recaiu sobre a garota de sobretudo quase na entrada do bar.Viu quando ela fez sinal com a mão, mas demorou pra levantar-se completamente do banco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A mente disse que era pra ela ir embora, mas a mão fez sinal pra garota sentada torta no banco do balcão. A Contradição apagou o cigarro morrendo de vontade de tragá-lo de uma só vez, cumprimentou a outra garota com um aperto de mão morrendo de vontade de beijá-la no rosto ou pelo menos abraçá-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Quase só respondendo às atitudes da tal garota de sobretudo, a Incerteza apertou-lhe a mão e sentou na diagonal, nem de frente nem de lado. Cruzou as pernas na defensiva, pois não sabia qual era a sua real intenção aceitando sentar-se com aquela estranha. Quando viu a mão da outra estendida sobre a mesa, sem saber o que queria dizer, a agarrou. Só então ergueu os olhos e a encarou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Querendo olhar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;pros&lt;/span&gt; olhos, a Contradição baixou a visão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;pras&lt;/span&gt; pernas que tinham sido expostas à sua diagonal. Desconcertada quis jogar-se pra defensiva, mas inclinou o corpo pra frente e a mão foi pra cima da mesa. Sentiu o toque da outra garota e ergueu os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Deixando a visão escapar por cima do ombro da garota à sua frente, a Incerteza encarou uma outra pessoa. De calça &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;jeans&lt;/span&gt; e blusa laranja,bebendo vinho e exalando charme que só podia ser ariano, ela só deu uma única olhada pra Incerteza,virando as costas para jogar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;sinuca&lt;/span&gt;, mas mantendo-se à vista. Chamava-se Utopia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Na tentativa de perder-se naqueles olhos lindos, a Contradição deixou-se distrair por uma outra garota encostada no balcão.Roupa de couro colada, seios fartos e boca vermelha bebendo whisky, ela fitava a Contradição com olhos felinos atentos, olhos de caçadora. Chamava-se Luxúria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Estão fadadas uma à outra. ~&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-8245747318025182907?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/08/alvorada.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-6162930556538384687</guid><pubDate>Sun, 03 Aug 2008 01:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-02T23:55:17.777-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Sonhos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amor</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Intervalos</category><title>Intervalos</title><description>Quero que o intervalo entre olhar teus olhos e beijar tua boca seja te embalar no colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacrei teu perfume num envelope de papel e pus debaixo do meu travesseiro.&lt;br /&gt;Colei teu sorriso no teto do meu quarto, logo acima da minha cama.&lt;br /&gt;Sintonizei tua voz no rádio que ouço enquanto banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que me ligues na madrugada quando um sonho ruim te afligir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sou um parênteses em aberto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meus sentimentos, reticências trêmulas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Incertas mas existentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minha vida, uma metáfora transfigurada,ode incompleta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;~ Desde que começaram o namoro, ambos usavam uma aliança de prata que em hipótese alguma era retirada. Ele agora dormia e ela, trêmula, observava a marca clara no dedo dele, causada pelo uso contínuo da aliança que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; estava ali.No outro dia, ele saiu enquanto ela ainda dormia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Sentada na cama, chorou horas fio. Recolheu todas as cartas, ursos de pelúcia e as fotos que estavam no mural perto da cama.Mudou os móveis de lugar, almoçou sorvete com brigadeiro de panela, pegou as poucas roupas dele que estavam lá e pôs numa maleta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;No início da noite, ouviu a chave virando na porta do pequeno apartamento. Ela não viu o buquê de rosas brancas, cega de raiva. Avançou sobre ele, esmurrou-lhe o peito, xingou, esbofeteou, mostrou a aliança que ainda trazia no dedo,gritou horrores, jogou a maleta com as roupas em cima dele e por fim, desabou no chão chorando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Ele juntou o buquê que caíra no chão, limpou o canto da boca que sangrava, puxou um cordão de dentro da blusa. A aliança de prata estava lá, com uma inscrição da data do primeiro encontro deles acompanhado de um "pra sempre dela",que ele tinha mandado fazer no dia anterior. Pegou uma caixinha de dentro do bolso da calça, ajoelhou-se e a pediu em casamento. ~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-6162930556538384687?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/08/intervalos.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>14</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-2265079213582993897</guid><pubDate>Wed, 30 Jul 2008 01:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-29T23:51:14.299-03:00</atom:updated><title>Pieces</title><description>You can leave the world you live in cause inside / you may not remember /that something waits for you to breathe again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Eu sempre espero]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais eu tinha escutado tanto Evanescence.Claro que tinha que ser Imaginary, trocentas vezes explodindo no som aqui e fazendo minha dor de cabeça dançar salsa aqui dentro. E claro que tinha que ser a versão do Not For Your Ears.&lt;br /&gt;Nunca mais eu tinha pensado sobre algumas coisas.Claro que eu tinha que ficar estranha, meus olhos ficarem opacos e meu maxilar travado.&lt;br /&gt;Nunca mais eu tinha viajado dentro de mim tão profundamente.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que piada louca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu só estou pensativa. Não sei o que é ao certo ainda. Nem pretendo descobrir, se quer saber a verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;~ Ela encostou a cabeça no vidro frio. Fechou os olhos com força. Será que era besteira dela desejar que não tivesse que agir do modo que todos esperam que ela agisse?Preencher um papel que bordaram, evitar falar o que pensa e sente para que "tudo" ficasse "bem"...era egoísmo dela querer que a olhassem sob outra ótica que não fosse aquela em que ela já tinha uma linha a seguir? Estaria ela fazendo uma tempestade num copinho de café? E se ela fosse fraca e covarde, e toda a fortaleza não passasse de fachada? Um copinho de café pode se tornar um oceano...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O som do freio de mão sendo puxado a tirou das divagações. Ouviu vagamente alguém dizendo "Vamos, Lyn! Você é demais, sabia?" e foi fazendo as coisas que a mente já estava treinada a fazer. Cumpriu seu papel, passou pelas mesmas situações que tanto a sufocavam. Em sua mente, brigou com as pessoas que queria brigar, levantou-se da mesa, pegou a chave do carro e foi embora.Mas ela era fraca. Fraca e covarde. Pediu mais uma coca e brincou com a tampinha da garrafa. ~&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-2265079213582993897?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/07/pieces.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-8452886342749782677</guid><pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-23T16:25:18.299-03:00</atom:updated><title>Paranoid Eyes</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7kSMbTAL5Nk/SIeC1bTlBHI/AAAAAAAAAFs/XqlRpqlUVdE/s1600-h/m%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7kSMbTAL5Nk/SIeC1bTlBHI/AAAAAAAAAFs/XqlRpqlUVdE/s400/m%C3%A3o.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226289746961302642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Para longe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;O navio está me levando para longe&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Para longe das memórias&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Das pessoas que se importam se eu vivo ou morro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Baixei a cabeça&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;enquato ouvia tua argumentação ao telefone.Comecei a pensar em como seria me afastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Luz da estrela&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Eu vou perseguir a luz da estrela&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Até o fim da minha vida&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei mais se isso vale a pena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui fuçar os restos mortais do teu antigo blog e fiquei lembrando da trajetória inteira, desde agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Segurar você em meus braços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Eu só queria segurar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Você em meus braços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou de novo, voltei a baixar a cabeça ouvindo tua voz.Meu medo se consolidando: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu não te conheço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Minha vida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Você eletrifica minha vida&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Vamos conspirar para acender&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Todas as almas que morreriam só para se sentirem vivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pendi a cabeça pra trás, tirei o boné, pra ver se a dor diminuía.Enxaqueca, maxilar travado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mas eu nunca deixaria você ir&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Se você prometesse não desaparecer&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Nunca desaparecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras ecoam na minha mente, imagens repassam nos meus olhos opacos. Busco a mais tosca auto-amenização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Todas as esperanças e expectativas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Buracos negros e revelações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obtenho resultado algum. Meu dedo está inchado do chute que levei no karatê. Aperto a mão pra buscar minha válvula de escape.Olho pro chão e digo baixo &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu não sou uma boa pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só queria te segurar em meus braços.&lt;br /&gt;Não sou como uma outra pessoa que nunca te fez chegar em casa e chorar por uma palavra errada dita, eu não te dei o que ninguém mais te deu, você teve trabalho comigo e eu já te deixei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;muito&lt;/span&gt; triste.&lt;br /&gt;Pode amarrar uma pedra e me jogar da ponte.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inconcebível, delicado e ridículo&lt;/span&gt; te darão apoio, e você tem direito, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Ouvindo Starlight - Muse ]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-8452886342749782677?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/07/paranoid-eyes.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7kSMbTAL5Nk/SIeC1bTlBHI/AAAAAAAAAFs/XqlRpqlUVdE/s72-c/m%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-3467950133170522605</guid><pubDate>Mon, 14 Jul 2008 15:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-14T22:31:56.685-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Sonhos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Deletérios</category><title>Doces deletérios</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://palavrasnovento.nireblog.com/blogs1/palavrasnovento/files/corda-bamba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://palavrasnovento.nireblog.com/blogs1/palavrasnovento/files/corda-bamba.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho andado distraída, impaciente e indecisa. E sim, ainda estou confusa, só que agora é diferente. Acho que me fiz em mil pedaços pra alguém juntar, eu sempre me faço, creio. Há muito cheguei à conclusão de que não podemos achar explicação pro que sentimos, mas a gente sempre finge que não sabe disso e fica procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja exagero, mas eu já me acostumei de uma forma a algumas situações, a algumas variações de voz, a alguns toques, que quando não estou em meio disso, fico perdida.Meu coração ainda é tosco, mal talhado e às vezes tenho medo de mim mesma.Quem não tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Insisto que é virtude o que é entulho, interpreto uma peça, um improviso insensato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ouvindo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quase sem querer, Teorema, Sete Cidades, Os Barcos, Daniel na Cova do Leões - Legião Urbana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condicional - Los Hermanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mundo é um moinho - Cartola  [na voz de Cazuza]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nothing at All - Santana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cannonball - Damien Rice&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;~ Ela vendou os olhos,cheirou as mãos que ainda guardavam o perfume de um alguém especial, respirou fundo e deu um passo. A corda balançou sob seu pé descalço e ela abriu os braços pra não perder o equilíbrio. As lágrimas molhavam a venda e o vento vinha em rajadas como pequenas navalhas, ferindo seu corpo exposto, mas ela não parou de caminhar. Uma dor fina lhe indicou que seu pé direito fora ferido, ela cambaleeou, mas manteve-se na corda.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Agora, ela está lá. No meio da corda suspensa sobre o desconhecido, com um pé sangrando. Não sabe se consegeue prosseguir e a perna boa já começa a dar sinal de cansaço. Ela está lá. ~&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-3467950133170522605?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/07/doces-deletrios.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-8681764689002034672</guid><pubDate>Mon, 07 Jul 2008 00:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-06T22:25:51.244-03:00</atom:updated><title>Protótipo imperfeito</title><description>Peguei umas porradas seguras de palavras. Coisas que não precisavam ser ditas, coisas que eu não tinha o direito de ouvir. A pessoa que me desferiu as palavras &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tinha o dever&lt;/span&gt; de ter lido meu jeito de falar e calar e entender que algo não ia bem. Digo que tinha o dever porque não foi uma pessoa qualquer.&lt;br /&gt;Você não tinha o direito de me acusar de distância.&lt;br /&gt;Você não tinha o direito.&lt;br /&gt;A culpa de tudo estar como está você sabe de quem é. Tá bem aí do teu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;~ Cortava cebolas compulsivamente quando precisava chorar.Manejava os sentimentos, guardava os gritos, calava os pensamentos. No fim-de-semana, preparava um almoço sublime e cortava cebolas enormes para disfarçar o seu próprio choro. Todo mundo achava estranho o choro calado e intenso, mas ela dizia que devia ser mais sensível que as outras pessoas. E chorava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mas chegou um ponto que ela não conseguia mais prender as coisas por muito tempo. Ficava então à flor da pele, procurava na tv progamas sensacionalistas e chorava vendo casos banais, sempre sozinha. Depois, vestia seu melhor sorriso e ia ver as pessoas. A alegria de todo mundo, a amiga sempre presente, o alto astral da casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Cortava a si mesma às vezes para transferir as dores.Era só o que sabia fazer: transferir dores. ~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Sim, resolvi voltar com a parte vemelha no fim do post.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-8681764689002034672?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/07/prottipo-imperfeito.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-1444140282798232316</guid><pubDate>Fri, 04 Jul 2008 18:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-05T12:48:32.523-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Sonhos</category><title>Meu plano metálico</title><description>&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8c679c5a30843dcc" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.blogger.com/img/videoplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fvp.video.google.com%2Fvideodownload%3Fversion%3D0%26secureurl%3DqAAAADbdx0ctBZ6r0jjgHMEoxaaVubHH3bWwpgiBgZR5w6PLNkR8SAqz00sD23Qub21-BS5WNAI3146_Y6PLZEncvyLoCPh3TtoLV2nfleX0dzdSK0npTADiBItbGgmFe0guhr8_pfpxSmnaTfKxutiK3ouc1xJiqJXFZ8tdKQCFQ6eW8vFJoXAEfHz8lk2mDuzad4H76OTLarcYOudjzynt3ZVnhO5zrO2nUO-TDwh9hAG5%26sigh%3DWkfGBScJc2ZsOol97eYMjM5osVg%26begin%3D0%26len%3D86400000%26docid%3D0&amp;amp;nogvlm=1&amp;amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2Fvideo.google.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dblogger%26contentid%3D8c679c5a30843dcc%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw320%26sigh%3Dho2hfWeyCH0GVdjH4n0OhvsHZ_Y&amp;amp;messagesUrl=video.google.com%2FFlashUiStrings.xlb%3Fframe%3Dflashstrings%26hl%3Den"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.blogger.com/img/videoplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fvp.video.google.com%2Fvideodownload%3Fversion%3D0%26secureurl%3DqAAAADbdx0ctBZ6r0jjgHMEoxaaVubHH3bWwpgiBgZR5w6PLNkR8SAqz00sD23Qub21-BS5WNAI3146_Y6PLZEncvyLoCPh3TtoLV2nfleX0dzdSK0npTADiBItbGgmFe0guhr8_pfpxSmnaTfKxutiK3ouc1xJiqJXFZ8tdKQCFQ6eW8vFJoXAEfHz8lk2mDuzad4H76OTLarcYOudjzynt3ZVnhO5zrO2nUO-TDwh9hAG5%26sigh%3DWkfGBScJc2ZsOol97eYMjM5osVg%26begin%3D0%26len%3D86400000%26docid%3D0&amp;amp;nogvlm=1&amp;amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2Fvideo.google.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dblogger%26contentid%3D8c679c5a30843dcc%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw320%26sigh%3Dho2hfWeyCH0GVdjH4n0OhvsHZ_Y&amp;amp;messagesUrl=video.google.com%2FFlashUiStrings.xlb%3Fframe%3Dflashstrings%26hl%3Den" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[ Para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;você&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Pequenas coisas que você gosta]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;De todo aquele banquete, você olhava para a ameixa que estava ali meramente como artefato decoratrivo, tomando coragem para usurpá-la da mesa. Sorri, dizendo que eu te daria cobertura e você a pegou. A mais dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo pra fora da reunião social chatíssima em que estávamos, sentamos na grama úmida e você mordeu a fruta num êxtase. Disse-me que passou anos querendo sentir aquele gosto de novo, e que suas pernas tremiam de prazer ao mínimo toque da sua língua na polpa da ameixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui muito fã de ameixas, mas confesso que me viciei em te oferecer uma antes de te beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Quero sentir de novo teu beijo de ameixa... pra apagar da mente aquele com gosto de lágrimas.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-1444140282798232316?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><enclosure type='video/mp4' url='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=8c679c5a30843dcc&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/07/meu-plano-metlico.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-2922703416528221876</guid><pubDate>Wed, 02 Jul 2008 04:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-02T01:15:38.045-03:00</atom:updated><title>De novo?</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vento frio entrou pela janela. Que cheiro do Rio de Janeiro, meu Deus. Deu vontade de estar lá, andando pelas ruas de Santa Teresa ou mesmo na janela do apartamento da 2 de Dezembro. Deu vontade.. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Repostando...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque, é isso aí.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Consegui dizer algumas coisas que estavam comigo.Minha cabeça doía terrivelmente, talvez pressão do choro.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não te culpo, de nada.As construções internas foram &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;minhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;30 de agosto de 2007&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que tudo sumiu. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Implodiu&lt;/span&gt;.É, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;implodiu&lt;/span&gt;... porque desmoronou e ficou aqui dentro.Ruiu, quebrou,dissolveu... pra dentro.Antes tivesse explodido.Assim, estrondosamente, pra fora.Talvez assim, não ficasse nenhum resquício, nenhum tijolo quebrado,nenhum pedaço de armação... a mesma armação que antes segurava toda a estrutura. Antes tivesse explodido... com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;direto&lt;/span&gt; a nuvens de fumaça e, quem sabe, até a um cogumelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atômico&lt;/span&gt;.Assim, todo mundo veria... e eu poderia ficar em silêncio.Assim, eu poderia gritar, pois o som da explosão abafaria, e ninguém ia escutar -eu permaneceria em silêncio, mas gritaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não explodiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Implodiu&lt;/span&gt;. E o som foi seco,quase de sucção. E tudo, absolutamente tudo, se espalhou dentro de mim.A nuvem de fumaça que não saiu, agora chove estilhaços torrenciais.A explosão que não se ouviu, agora ressoa aqui dentro e eu não posso mais gritar, pois me ouviriam.Agora, não há silêncio e sim um grito interno&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; (absurdo, doído, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;enlouquecedor&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;. O possível cogumelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;atômico&lt;/span&gt; mostrou-se um verdadeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;baobá&lt;/span&gt;  - aquelas árvores enormes, que se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;enraízam&lt;/span&gt;, que tomam de conta...&lt;span style="font-style: italic;"&gt; [que acabariam o planeta do Pequeno Príncipe]&lt;/span&gt; .&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;{Afastei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pros&lt;/span&gt; lados o entulho e olhei. Lá no fundo uma coisa pulsava lentamente. Parecia ferido, assustado...Consegui apoiar minha perna por cima de um monte de fragmentos coloridos e entrei mais fundo (depois reparei que não era um monte de fragmentos. Era um monte de sonhos. Mas daí lembrei que isso não fazia mais diferença. Eram pedaços de sonhos rasgados, ou seja, eram fragmentos.Segui adiante). Ah, lá estava ele. Agora podia tocá-lo. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;... você resistiu! Não precisa mais temer, porque agora estou aqui.Lá fora não é mais seguro.Talvez nunca tenha sido."&lt;br /&gt;E me deitei, encolhida entre todos os escombros, com meu coração nas mãos}&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;~ E a única evidência externa, se resume em lágrimas. ~&lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-2922703416528221876?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/07/de-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1966616457845707201.post-4652157984077337037</guid><pubDate>Thu, 26 Jun 2008 20:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-26T18:18:20.001-03:00</atom:updated><title>Migalhas</title><description>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É pra eu acreditar nisso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hum, não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Melhora, tá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acho que não vou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Me diz o que foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quando eu vi teu telefone no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;aparelhinho&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;bina&lt;/span&gt;, sorri porque tinha uma série de coisas que eu iria te falar. Mas tua voz calou todo o repertório, trouxe uma nuvem cinza e até agora está ressoando na minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez se você &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;admitisse&lt;/span&gt; algumas coisas.&lt;br /&gt;Talvez se você &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;parasse&lt;/span&gt; com algumas coisas.&lt;br /&gt;Talvez se você &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;tentasse&lt;/span&gt; algumas coisas.&lt;br /&gt;Talvez se você &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;matasse&lt;/span&gt; algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ah... eu não consigo enxergar por detrás da tua inconstância. Não consigo enxergar por detrás dos teus olhos negros tristes. Não sei o que se passa, nunca sei. Por um tempo eu até acreditei que sabia, mas depois eu vi que estava enganada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já como eu não sei, não tinha o direito de ter escrito esses "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;talvezes&lt;/span&gt;" aí de cima, me desculpe por isso.E me desculpe também por não te explicar quando você vier me perguntar sobre cada um.  Mas é tudo tão alheio e ao mesmo tempo tão íntimo. É tudo tão doce e ao mesmo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tempo&lt;/span&gt; tão amargo. É tudo tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;euvocê&lt;/span&gt; e tão eu                    você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, eu só queria te abraçar forte e roubar sua dor.&lt;br /&gt;Mas às vezes você oscila, e não me sente aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[ Ouvindo: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Broken&lt;/span&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Amy&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Lee&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;feat&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Seether&lt;/span&gt; ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1966616457845707201-4652157984077337037?l=instintosdissonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://instintosdissonantes.blogspot.com/2008/06/migalhas.html</link><author>noreply@blogger.com (Mai Amorim)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item></channel></rss>